Carlos Bolsonaro alerta sobre piora na saúde de Jair Bolsonaro na prisão da Papuda
Saúde de Bolsonaro piora na prisão, diz filho Carlos

Carlos Bolsonaro denuncia deterioração da saúde do pai na prisão da Papuda

O ex-vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, fez uma declaração alarmante nesta segunda-feira, afirmando que recebeu informações sobre a piora contínua do quadro de saúde de seu pai, que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo ele, a situação "só piora a cada dia", levantando preocupações sobre as condições de encarceramento.

Alegações de tratamento inadequado e intencional

Carlos Bolsonaro, que não visitou o pai nesta segunda-feira, disse ter obtido os dados com pessoas legalmente autorizadas a acompanhar Jair Bolsonaro diariamente. Ele foi além, sugerindo que o tratamento recebido pelo ex-presidente "não é fruto do acaso" e que há uma intenção deliberada por trás das ações, afirmando que "estão, passo a passo, alcançando o resultado que desejam impor" a ele. Essas declarações acentuam a tensão política em torno do caso.

Contexto da decisão judicial recente

Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão que parecia amenizar as condições de Bolsonaro na prisão. Entre as medidas autorizadas, destacam-se:

  • Permissão para visitas familiares e de outras pessoas autorizadas.
  • Autorização para a prática de exercícios físicos, incluindo caminhadas em um campo de futebol e em uma pista asfaltada dentro da estrutura da Papuda.

Essa decisão foi vista como um alívio para os apoiadores do ex-presidente, mas as novas alegações de Carlos Bolsonaro colocam em dúvida sua eficácia.

Rotina médica detalhada pelo STF

No mesmo documento judicial, o ministro Moraes detalhou a rotina médica de Jair Bolsonaro desde sua transferência para a "Papudinha", por determinação do próprio magistrado. Segundo o texto, o ex-presidente tem acesso a:

  1. Atendimento médico 24 horas por dia.
  2. Autorização para remoção imediata a hospitais sem necessidade de permissão prévia.
  3. Avaliações clínicas de rotina três vezes ao dia, incluindo medição de pressão arterial e sinais vitais.
  4. Cerca de cinco sessões de fisioterapia, realizadas sempre às 20h, para atender suas necessidades clínicas.

Essas informações contrastam com as alegações de deterioração da saúde, sugerindo um conflito entre a versão oficial e os relatos da família.

Declarações públicas e restrições familiares

Carlos Bolsonaro reforçou suas preocupações em uma publicação nas redes sociais, onde explicou: "Hoje, como faço diariamente quando não posso visitar meu pai, busco informações com pessoas legalmente autorizadas a acompanhá-lo, já que a família só pode estar presente por poucas horas, às quartas e aos sábados. O que recebi hoje é mais uma vez alarmante: seu quadro só piora…". Essa limitação de visitas familiares, permitida apenas em dois dias da semana, tem sido um ponto de crítica por parte dos aliados de Bolsonaro.

O caso continua a gerar debates intensos sobre direitos humanos, tratamento de presos e a polarização política no Brasil, com implicações que podem reverberar no cenário nacional.