Presidente da EPTI pede demissão após vazamento de e-mails racistas e misóginos de 2012
Presidente da EPTI pede demissão após e-mails racistas vazarem

Presidente da EPTI renuncia após nove dias no cargo devido a e-mails racistas e misóginos vazados

O presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), Yuri Coriolano, pediu demissão do cargo apenas nove dias após ter sido empossado. A decisão ocorreu após o vazamento de e-mails enviados por ele no ano de 2012, que continham conteúdos considerados racistas e misóginos, gerando ampla repercussão negativa.

Nota de desculpas e reconhecimento do erro

Em uma nota divulgada à imprensa, Yuri Coriolano reconheceu o erro cometido e pediu desculpas publicamente. "As frases divulgadas hoje na imprensa não deveriam ter sido ditas e não refletem meus valores, minha trajetória pessoal nem profissional", afirmou o ex-gestor. Ele acrescentou: "Reconheço o erro e peço desculpas por qualquer interpretação ou impacto causado".

Na mesma nota, Coriolano destacou que sua vida e atuação "sempre foram pautadas pelo respeito às pessoas e pela rejeição a qualquer forma de preconceito". Segundo ele, esses valores fazem parte integral de sua formação pessoal, familiar e profissional.

Contexto da nomeação e decisão de renúncia

Yuri Coriolano havia assumido a presidência da EPTI no lugar de Antônio Carlos Reinaux, que foi exonerado após denúncias envolvendo a empresa Logo Caruaruense. Esta empresa, pertencente ao pai da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-governador João Lyra (PSD), estava sob investigação por atuar de forma irregular nos últimos três anos.

Diante da polêmica gerada pelos e-mails vazados, Coriolano justificou sua renúncia como uma medida responsável. "Entendo que, neste momento, a decisão de deixar o cargo é a medida mais responsável para preservar a instituição, o governo, e o regular funcionamento da administração pública", explicou. Ele buscou evitar que questões individuais criassem ruídos indevidos na gestão pública.

Impacto e repercussão do caso

A rápida sucessão de eventos – desde a posse até a demissão – levanta questões sobre os processos de seleção e vetting de cargos públicos em Pernambuco. O caso também destaca a importância da transparência e da conduta ética na administração, especialmente em empresas estatais que lidam com serviços essenciais como o transporte coletivo intermunicipal.

Embora as desculpas tenham sido oferecidas, a renúncia imediata reflete a gravidade das acusações e a pressão pública por responsabilização. Este episódio serve como um alerta para a necessidade de maior rigor na avaliação do histórico de candidatos a posições de liderança no setor público.