A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um alerta público na sexta-feira, dia 9, sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma publicação em suas redes sociais, ela afirmou que o ex-mandatário vem enfrentando episódios de tontura e perda de equilíbrio ao se levantar, situação que gera preocupação com sua segurança física.
Problema de saúde atribuído a medicamentos
De acordo com o relato de Michelle, o problema de saúde está diretamente relacionado aos efeitos colaterais de medicamentos que Bolsonaro estaria utilizando. A informação foi obtida por ela por intermédio do advogado do ex-presidente. “Hoje soube, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, o quarto segue trancado”, escreveu ela.
Michelle Bolsonaro destacou que o risco de uma nova queda é concreto e que a situação se agrava pelo fato de ele permanecer isolado. Ela expressou temor de que um acidente possa ocorrer sem que ninguém ouça, questionando: “O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir. Até quando essa maldade vai durar?”.
Mudança na custódia e isolamento
A ex-primeira-dama apontou uma mudança significativa no procedimento de vigilância após a transferência da responsabilidade pela custódia. Segundo ela, quando a Polícia Federal era a responsável, a porta do local onde Bolsonaro está detido permanecia aberta, o que não acontece atualmente, sob a responsabilidade da Polícia Penal.
Ela afirmou que, ciente dos sintomas, Bolsonaro permanece trancado no quarto durante todo o dia. Em sua avaliação, essa combinação de fatores – os efeitos colaterais dos remédios e o isolamento – representa um perigo grave à saúde do ex-presidente, com potencial para evoluir para consequências mais sérias.
Responsabilidade do poder público
Encerrando sua manifestação, Michelle Bolsonaro foi enfática ao transferir a responsabilidade para o Estado. “A integridade física dele é responsabilidade do estado”, concluiu, deixando claro que, em sua visão, as autoridades competentes estariam plenamente cientes dos riscos enfrentados por Jair Bolsonaro.
A declaração pública da ex-primeira-dama coloca em foco as condições de custódia e assistência à saúde de uma figura política de alto perfil, levantando debates sobre protocolos de segurança e bem-estar em situações similares.