CPMI do INSS aprova convites para Galípolo e Campos Neto em fase final
CPMI do INSS aprova convites para Galípolo e Campos Neto

Comissão parlamentar do INSS avança em convites e compartilhamento de dados

Em seus momentos finais de atividade, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tomou decisões significativas nesta quinta-feira. Os membros do colegiado aprovaram requerimentos para convidar o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, para prestarem esclarecimentos.

É importante destacar que, por se tratarem de convites e não convocações formais, ambas as autoridades não possuem obrigação legal de comparecer perante a comissão. A medida ocorre em um contexto de pressão temporal, com a expectativa de encerramento dos trabalhos da CPMI na próxima semana, o que potencialmente inviabilizaria a realização efetiva dessas oitivas.

Compartilhamento de informações com CPI do Crime Organizado

Além dos convites, os parlamentares integrantes da CPMI também deram aval a um requerimento de grande relevância investigativa. Eles autorizaram formalmente que a CPI do Crime Organizado compartilhe dados e informações referentes ao empresário Fabiano Zettel, identificado como cunhado de Daniel Vorcaro.

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Essa decisão busca ampliar a cooperação entre as duas comissões de inquérito em andamento no Congresso Nacional, permitindo um cruzamento de informações que pode ser crucial para as investigações sobre possíveis irregularidades.

Disputa pela prorrogação e críticas ao andamento

O cenário de encerramento iminente levou integrantes da CPMI a adotarem medidas judiciais na semana anterior. Eles protocolaram um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a prorrogação dos trabalhos da comissão.

Esta iniciativa foi uma resposta direta à resistência manifestada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em estender o prazo de funcionamento da CPMI. Em conversas reservadas com parlamentares, Alcolumbre tem sustentado que a comissão não apresentou avanços concretos nas investigações centrais sobre os alegados descontos indevidos realizados pelo INSS.

O chefe do Congresso avalia que, em vez de apurações técnicas, a CPMI transformou-se em um palanque político, marcado principalmente por vazamentos seletivos de documentos originalmente sigilosos, que mais servem a interesses partidários do que à elucidação dos fatos.

Agora, com os prazos se esgotando, as decisões desta quinta-feira representam uma tentativa de consolidar ações finais, enquanto o destino da comissão e a possibilidade de ouvir figuras-chave como Galípolo e Campos Neto permanecem incertos, sujeitos ao desfecho da disputa sobre sua prorrogação.

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