Revelações do caso Master: depoimentos públicos mostram caixa mínimo do banco
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou públicos nesta sexta-feira parte dos depoimentos colhidos no inquérito do Banco Master. A investigação, como um todo, permanece sob segredo de Justiça, mas os documentos divulgados trazem à tona informações cruciais sobre a situação financeira da instituição.
Caixa irrisório contrasta com ativos bilionários
Um dos pontos mais impactantes dos depoimentos foi a revelação feita pelo diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Em seu testemunho à Polícia Federal, Aquino afirmou que, antes de ser liquidado, o Banco Master dispunha de apenas 4 milhões de reais em caixa. Esse valor é considerado ínfimo para um banco que, na época, mantinha cerca de 80 bilhões de reais em ativos, evidenciando uma grave discrepância operacional.
Além de Aquino, Toffoli liberou os depoimentos do banqueiro Daniel Vorcaro e do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Vorcaro, em suas declarações, mencionou ter relações com figuras de todos os poderes, mas citou especificamente o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante o interrogatório.
Toffoli mantém condução do caso e contexto econômico
Em conversa com a coluna Radar, de VEJA, o ministro Dias Toffoli reafirmou seu compromisso com a apuração. Ele declarou que continuará a conduzir o caso Master enquanto houver indícios de participação de pessoas com foro privilegiado, garantindo que a investigação siga seu curso dentro dos parâmetros legais.
Paralelamente, o IBGE divulgou dados econômicos significativos. A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro do ano passado, marcando o menor índice desde 2012. Em números absolutos, isso significa que aproximadamente 5,5 milhões de pessoas ainda buscam emprego no país, refletindo um cenário de recuperação gradual, mas com desafios persistentes.
Escândalo Epstein ganha novos capítulos nos EUA
No cenário internacional, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos disponibilizou mais de três milhões de páginas de arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. O bilionário americano, que faleceu na prisão em 2019, está no centro de um dos maiores escândalos de exploração sexual de menores do mundo, com ligações a diversos políticos e celebridades, incluindo o ex-presidente Donald Trump. Os materiais recém-divulgados incluem vídeos e fotos inéditos, ampliando o alcance das investigações.