Policial civil afastado é preso por usar distintivo falso para roubar medicamentos em Londrina
Policial civil preso por roubar medicamentos com distintivo falso

Policial civil afastado é preso por usar distintivo falso para roubar medicamentos em Londrina

Um policial civil de Londrina, localizada no norte do Paraná, foi preso temporariamente nesta sexta-feira durante uma operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O agente, que estava afastado das funções por responder a outro processo administrativo, é suspeito de se passar por investigador para roubar um pacote contendo ampolas de medicamentos para emagrecimento não autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Operação do Gaeco prende suspeitos e apreende evidências

Além do policial civil, cujo nome não foi divulgado, uma mulher suspeita de realizar o transporte dos medicamentos também foi detida. A operação cumpriu dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em endereços de Londrina, Foz do Iguaçu e Bragança Paulista, no estado de São Paulo. Em uma das residências alvo, localizada em São Paulo, os policiais encontraram ampolas dos medicamentos, indicando a possível compradora do esquema.

Os crimes investigados incluem:

  • Associação criminosa armada
  • Roubo majorado pelo concurso de pessoas e uso de arma de fogo
  • Distribuição e venda de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais

O Gaeco continua apurando os detalhes do esquema de transporte, venda e compra desses medicamentos, que envolve múltiplas cidades e indivíduos.

Como a investigação começou e os detalhes do crime

De acordo com o delegado Ricardo Jorge, do Gaeco, o crime ocorreu em 28 de janeiro, mas o esquema teve início no dia anterior. Em 27 de janeiro, um ônibus de viagem de Foz do Iguaçu desembarcou na rodoviária de Londrina, onde uma passageira escondeu um pacote com as ampolas em uma das poltronas ao perceber uma fiscalização do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

A mulher tentou recuperar o pacote na garagem da empresa de transporte, alegando ter deixado cair uma corrente de ouro, mas os funcionários negaram sua entrada. Ela então confessou que se tratava de medicamentos e ofereceu dinheiro, primeiro R$ 500 e depois R$ 1.000, mas a proposta foi recusada. Após sua saída, os funcionários retiraram o pacote e notificaram a empresa.

No dia seguinte, o policial civil foi flagrado por câmeras de segurança entrando na empresa. Ele conversou com o gerente, fez menção de estar armado e apresentou um documento funcional falso, alegando ser um policial de serviço que havia interceptado uma carga ilícita em uma investigação. O gerente, desconfiado, entregou o pacote mas posteriormente notificou a Polícia Civil, dando início à investigação que levou às prisões.

O policial estava com seu documento funcional apreendido devido ao processo administrativo anterior, o que facilitou o uso do distintivo falso. Até o momento, os detidos não forneceram detalhes sobre o funcionamento do esquema em seus depoimentos, mantendo o Gaeco em investigação contínua.