Adolescente é apreendido na Serra por suspeita de transmitir violência e tortura de animais na internet
Adolescente apreendido na Serra por crimes violentos na internet

Adolescente é detido na Serra por suspeita de crimes violentos em plataformas digitais

Um adolescente de 16 anos foi apreendido na manhã desta quarta-feira, 4 de setembro, no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, região da Grande Vitória, no Espírito Santo. A operação, batizada de "Desconectado", foi deflagrada pela Polícia Civil com o objetivo de combater a transmissão de atos de violência na internet, incluindo maus-tratos, mutilação e tortura contra animais, além do estímulo à automutilação, especialmente entre crianças e adolescentes.

Operação policial apreende equipamentos e investiga rede criminosa

Durante as buscas realizadas na residência do investigado, os policiais apreenderam computadores, celulares e dispositivos de armazenamento de dados. Todo o material coletado será submetido a perícia técnica para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa. Conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o nome do adolescente não está sendo divulgado para preservar sua identidade.

Segundo informações da Polícia Civil, a atuação do adolescente ocorria principalmente em plataformas digitais, com destaque para o aplicativo Discord, onde ele mantinha contato com vítimas em diversas partes do Brasil. A investigação revelou que o grupo coordenado pelo jovem tratava a crueldade contra animais como uma forma de entretenimento, realizando chamadas de vídeo em que animais domésticos eram mutilados e mortos, com espectadores incentivando os atos.

Cenário descrito como "teatro do horror" por delegado

O delegado-adjunto da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Dracco), Tarsis Gondim, descreveu o cenário encontrado como um "teatro do horror". Gondim afirmou que, além dos crimes contra animais, o grupo também atuava na distribuição de material de abuso sexual infantil. Esse conteúdo era utilizado, juntamente com ameaças de exposição de dados pessoais, para coagir vítimas, em sua maioria crianças e adolescentes, a participar de rituais de degradação física e psicológica transmitidos ao vivo.

A operação foi deflagrada com urgência após a inteligência policial identificar que o grupo articulava a reativação do chamado "jogo Baleia Azul", uma sequência de desafios que induz à automutilação e ao suicídio. Para a Polícia Civil, a apreensão do adolescente foi fundamental para interromper um risco iminente a jovens em todo o país.

Investigações continuam para desarticular rede criminosa

As investigações sobre o caso seguem em andamento, com foco em desvendar a extensão da rede criminosa e identificar outras vítimas e envolvidos. A polícia alerta para os perigos das interações online e reforça a importância da vigilância por parte dos pais e responsáveis em relação às atividades digitais de crianças e adolescentes.

Este caso evidencia a gravidade dos crimes cometidos no ambiente virtual e a necessidade de ações coordenadas entre forças policiais e a sociedade para combater essas práticas violentas que atingem especialmente os mais vulneráveis.