Polícia busca mulher suspeita de homicídio em Palmas após morte de adolescente
A Polícia Civil do Tocantins segue investigando o caso da adolescente Esmeralda Domingos da Silva, de 17 anos, que foi morta a tiros em uma distribuidora de bebidas no setor Jardim Aureny IV, na região sul de Palmas. O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, e as autoridades buscam uma mulher apontada como principal suspeita do homicídio.
Detalhes do crime que chocou a comunidade
Testemunhas relataram à Polícia Militar que um casal se aproximou da jovem dentro do estabelecimento comercial. Após um breve desentendimento, a mulher sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra a adolescente, que foi atingida e levada em estado grave por terceiros até a Unidade de Pronto Atendimento Sul. Infelizmente, Esmeralda não resistiu aos ferimentos e faleceu após dar entrada na unidade de saúde.
O caso está sendo tratado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que já realizou perícia no local com apoio da Polícia Científica. A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que detalhes adicionais são mantidos em sigilo para não comprometer o andamento das investigações.
História de vida e sonhos interrompidos
A família da vítima descreveu Esmeralda como uma jovem cheia de sonhos, sendo um dos seus maiores desejos tornar-se dançarina profissional. Criada principalmente pela avó materna, que faleceu em setembro de 2024 vítima de câncer, a adolescente enfrentava desafios pessoais significativos.
Segundo uma tia, a mãe de Esmeralda sofre de esquizofrenia irreversível e realiza tratamento constante, o que a impedia de cuidar da filha. A jovem possuía laudo médico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, dificuldade intelectual e hiperatividade, condições que afetaram sua saúde psicológica especialmente após a perda da avó.
"Apesar de saber que precisava do tratamento, muitas vezes se negava a aceitar a continuidade, parava as medicações e tentava amenizar as crises com saídas constantes. Sentia prazer em dançar com os amigos", relatou a familiar.
Família nega envolvimento com atividades criminosas
Em declarações ao g1, a família foi enfática ao afirmar que Esmeralda não tinha qualquer ligação com atividades criminosas e desconhecia a mulher apontada como autora dos disparos. A tia da jovem destacou que, apesar das dificuldades, a família sempre ofereceu carinho e zelo para a adolescente, que não frequentava a escola no momento do ocorrido.
A investigação continua ativa enquanto a polícia busca esclarecer os motivos do crime e localizar os suspeitos. A comunidade do Jardim Aureny IV permanece em alerta com o caso que interrompeu brutalmente a vida de uma jovem cheia de planos para o futuro.