Operação policial desarticula plano de ataque com explosivos na avenida Paulista em São Paulo
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, deflagrada nesta segunda-feira (2), resultou na prisão de 12 suspeitos acusados de planejar ataques com bombas e coquetéis molotov na movimentada avenida Paulista. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o grupo, que não tinha motivação política declarada e se posicionava contra governos em geral, organizava os atentados através das redes sociais, com foco no aplicativo Telegram.
Detalhes do plano e apreensões durante a ação policial
A ação criminosa estava marcada para ocorrer nesta mesma segunda-feira, mas os explosivos não foram localizados pelas autoridades. A SSP informou que continua investigando o paradeiro desses artefatos perigosos. Durante as buscas, os policiais apreenderam um simulacro de arma, mas nenhuma bomba real foi encontrada. Entre os 12 detidos, seis são apontados pela polícia como ocupantes de posições de comando dentro do esquema. As prisões ocorreram principalmente em São Paulo, mas também foram registradas no Rio de Janeiro.
Cartilha e táticas usadas pelo grupo para evitar a segurança pública
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os investigadores descobriram uma cartilha compartilhada nos grupos do Telegram. Nesse material, os organizadores dos supostos protestos orientavam os participantes – que incluíam tanto maiores quanto menores de idade – a levar bloqueadores de sinais de celular. O objetivo era impedir que órgãos de segurança fossem acionados durante os eventos. O manual também ensinava técnicas para detectar a presença de policiais infiltrados nos protestos.
Perfil dos suspeitos e declarações após as prisões
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Arthur Dian, revelou que esses grupos online contavam com aproximadamente 8.000 participantes. A maioria dos detidos na operação são jovens, que, quando abordados pelas autoridades, admitiram fazer parte dos grupos, mas classificaram o caso como uma simples brincadeira. A SSP enfatiza que, apesar dessa alegação, as investigações indicam um planejamento sério e organizado para ataques violentos.
Contexto adicional: policial penal é morto em assalto no Rio de Janeiro
Em um incidente separado, mas também ocorrido no Rio de Janeiro, o policial penal Denilson Ribeiro Dias, de 49 anos, foi morto durante um assalto na Linha Amarela. Ele estava em uma moto com sua esposa quando foi abordado por criminosos perto do túnel da Covanca, no sentido avenida Brasil. Este caso, embora não relacionado diretamente à operação em São Paulo, reforça os desafios de segurança pública enfrentados em diferentes regiões do país.