A delegada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tacyane Ribeiro, esclareceu nesta segunda-feira (26) que o assassinato do coordenador das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como "Joba", foi motivado por questões passionais. Durante uma coletiva de imprensa, a autoridade policial detalhou que o mandante, identificado apenas como Ruan, pagou R$ 10 mil pela execução do crime.
Detalhes do crime passional em Maceió
Joba, de 33 anos, foi morto a tiros na manhã da última sexta-feira (23), no bairro da Santa Lúcia, em Maceió. A delegada Tacyane Ribeiro explicou que a vítima mantinha um relacionamento com uma mulher que, após o término, se envolveu com Ruan. Como o novo relacionamento não prosperou, a mulher estaria reatando com Joba, o que despertou a insatisfação de Ruan.
"Não tem nada a ver com briga de torcida organizada, mas uma questão pessoal. O Ruan contratou essas pessoas para matar a vítima", afirmou a delegada. Ela acrescentou que o plano estava arquitetado desde dezembro do ano passado, com R$ 4 mil pagos na terça-feira anterior ao crime.
Consequências e operação policial
Três suspeitos de envolvimento no assassinato morreram após uma troca de tiros com a polícia no bairro Clima Bom, também em Maceió. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), que não divulgou os nomes dos indivíduos.
A delegada Tacyane Pinheiro explicou que os suspeitos foram localizados após a moto utilizada na fuga do executor ser identificada. O responsável pela moto foi preso, enquanto os outros três resistiram à abordagem, atirando contra os agentes. Eles foram atingidos, socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.
Com os suspeitos, a polícia apreendeu:
- Dois revólveres
- Uma pistola
- Dois capacetes
Reação do CRB e situação do mandante
O CRB emitiu uma nota oficial lamentando a morte de Johanisson Lima, destacando sua contribuição para as categorias de base do clube. Enquanto isso, o mandante Ruan segue foragido, com as autoridades em busca de sua captura.
O caso, que inicialmente levantou suspeitas de envolvimento com torcidas organizadas, foi definitivamente classificado como um crime passional, evidenciando a complexidade das investigações policiais em Alagoas.