Ex-policial condenado a 14 anos por matar mulher em confusão durante abordagem em Fortaleza
Ex-policial condenado a 14 anos por matar mulher em confusão

Ex-policial militar recebe pena de 14 anos por morte de administradora em abordagem equivocada

O ex-policial militar Francisco Rafael Soares foi condenado, nesta quinta-feira (5), a 14 anos e três meses de prisão pelo homicídio da administradora de empresas Giselle Távora Araújo, de 42 anos. O crime ocorreu em junho de 2018, quando o carro da vítima foi confundido com o de criminosos durante uma abordagem policial em Fortaleza, capital do Ceará.

Detalhes do crime que chocou a capital cearense

No dia do incidente, Giselle trafegava pela Avenida Oliveira Paiva, no Bairro Cidade dos Funcionários, acompanhada de sua filha Daniella Távora, então com 19 anos. O veículo das duas foi perseguido por agentes que procuravam criminosos, resultando em um tiro nas costas da administradora, que atravessou seu tórax.

A vítima foi socorrida, mas faleceu um dia depois no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF). Durante o julgamento no Fórum Clóvis Beviláqua, o ex-policial foi condenado por homicídio qualificado, com a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, devendo cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

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Perseguição policial e confusão trágica

De acordo com relatos da filha da vítima, ela e a mãe perceberam a aproximação de uma motocicleta e ouviram um disparo, pensando se tratar de um assalto. Ao aumentarem a velocidade do carro, outros tiros foram ouvidos, momento em que Daniella percebeu que Giselle havia sido baleada.

Uma viatura policial então cercou o automóvel e ordenou que as ocupantes saíssem, quando os agentes teriam percebido que o carro não era de criminosos. As investigações apontaram que o tiro fatal foi disparado por Francisco Rafael, cujas armas foram apreendidas e periciadas.

Consequências disciplinares e processo judicial

Francisco Rafael Soares foi expulso da Polícia Militar em 2019, após processo na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD). Embora tenha recorrido da decisão, o Conselho manteve a expulsão em 2020.

O caso, que completa seis anos em 2024, continua a repercutir nas discussões sobre segurança pública e procedimentos policiais no Brasil, destacando a importância de protocolos rigorosos durante abordagens para evitar tragédias como esta.

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