Operação Fisco Paralelo mira servidores da Fazenda de São Paulo por suspeita de desvio de ICMS
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 26 de março de 2026, a Operação Fisco Paralelo, uma ação que tem como alvo servidores da Secretaria da Fazenda do estado. A operação investiga suspeitas de envolvimento em um esquema criminoso que manipulava indevidamente recursos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com possíveis pagamentos de vantagens ilícitas e práticas de lavagem de dinheiro.
Mandados cumpridos em quatro cidades paulistas
Agentes do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos e da Polícia Militar estão atuando em quatro cidades do estado de São Paulo: São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. No total, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de desarticular a organização criminosa e coletar documentos e mídias que possam contribuir para o avanço das investigações. Até o momento, ninguém foi preso durante a operação.
Desdobramento da Operação Ícaro
A Operação Fisco Paralelo é um desdobramento direto da Operação Ícaro, deflagrada no ano passado. Naquela ocasião, foram presos Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, e Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop, ambos posteriormente soltos. As investigações da Operação Ícaro apontaram que auditores fiscais da Secretaria da Fazenda teriam solicitado vantagens indevidas para beneficiar empresas em procedimentos de ressarcimento de créditos do ICMS.
Com a nova operação, o MP-SP busca aprofundar as apurações, focando em servidores públicos que estariam envolvidos em atividades ilegais dentro do sistema tributário estadual. A intenção é combater a corrupção e garantir a integridade dos processos fiscais em São Paulo.



