Polícia desarticula esquema de fraude financeira que prometia lucros altos com empresas de fachada
Fraude financeira com empresas de fachada é alvo da polícia em Rio Preto

Polícia Civil desmantela esquema de fraude financeira em operação que envolve Rio Preto e Campo Grande

A Polícia Civil de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, realizou uma ação significativa nesta quarta-feira, 28 de maio, cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. A operação, batizada de Castelo de Cartas, tem como alvo um grupo suspeito de cometer fraudes financeiras ao induzir empresários a adquirirem cotas de empresas de fachada com promessas de altos lucros.

Suspeitos e investigações detalhadas

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), os irmãos Gabriel Gandi Zahran Georges e Camilo Gandi Zahran Georges são os principais suspeitos. Eles teriam atraído investidores com a falsa alegação de vínculo com um renomado grupo empresarial do setor de gás e energia, garantindo rendimentos elevados que nunca se materializaram.

O delegado responsável, Fernando Teddi, explicou em coletiva de imprensa que as vítimas foram levadas a aplicar recursos em empresas que existiam apenas no papel, resultando em prejuízos milionários. A investigação teve início em abril de 2025 e rapidamente identificou a especialização do grupo em fraudes financeiras sofisticadas.

Desdobramentos da operação e apreensões

Durante a ação, Gabriel foi conduzido à delegacia, ouvido e posteriormente liberado, enquanto Camilo não foi localizado e permanece foragido. Além dos mandados em Campo Grande, a polícia também atuou em condomínios de alto padrão em São José do Rio Preto, onde, na segunda-feira, 26 de maio, foram apreendidos diversos bens de valor.

O balanço da operação inclui:

  • Uma prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo
  • Quatro armas de fogo apreendidas, sendo três revólveres e uma pistola
  • Mais de R$ 250 mil em dinheiro em espécie
  • Cheques e notas promissórias que totalizam mais de R$ 1,5 milhão
  • Dez veículos de luxo
  • Joias e relógios de alto valor, incluindo sete Rolex e um Cartier
  • Cartões bancários e máquinas de cartão

Posicionamento do Grupo Zahran

Em nota oficial, o Grupo Zahran, que inclui a TV Morena, esclareceu que Gabriel e Camilo são membros da família Zahran, mas não possuem e nunca tiveram qualquer vínculo societário, comercial, contratual ou profissional com o grupo ou suas empresas. A empresa reforçou que os fatos investigados não têm relação com suas atividades legítimas, posição corroborada pelo delegado Fernando Teddi, que confirmou a ausência de participação dos suspeitos na administração das empresas do grupo.

A operação Castelo de Cartas continua em andamento, com a polícia aprofundando as investigações para identificar possíveis outras vítimas e desvendar completamente a extensão do esquema fraudulento.