Casais presos em Londrina por venda ilegal de medicamento para emagrecer via WhatsApp
Presos em Londrina por vender remédio proibido pelo WhatsApp

Casais presos em Londrina por venda ilegal de medicamento para emagrecer via WhatsApp

Duas pessoas foram presas em flagrante nesta quinta-feira (29) na cidade de Londrina, localizada no norte do estado do Paraná. Os indivíduos, identificados como Gildo Antunes Ferreira e Karina Siqueira Gonçalves, são suspeitos de comercializar ilegalmente um medicamento para emagrecimento através do aplicativo de mensagens WhatsApp.

Operação policial e apreensão

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar do Paraná (PM-PR) recebeu uma denúncia sobre a venda da substância tirzepatida pela plataforma digital. Após confirmar a existência dos anúncios, um policial militar se infiltrou na operação, fingindo ser um comprador interessado no produto.

As fotos publicadas nas redes sociais pelos suspeitos continham informações detalhadas, incluindo:

  • O número de aplicações que cada ampola poderia render.
  • As diversas formas de pagamento disponíveis.

Durante a conversa, os vendedores e o policial combinaram um encontro para finalizar a suposta transação. No local combinado, Gildo e Karina foram abordados pela equipe da PM, resultando na apreensão de oito ampolas da marca TG.

Proibição da Anvisa e crime identificado

A marca TG está com a venda expressamente proibida desde o dia 21 de janeiro, conforme determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proibição se deve à falta de registro do produto na agência reguladora.

Em publicação no Diário Oficial, a Anvisa esclarece que "as ações de fiscalização determinadas se aplicam a quaisquer pessoas físicas/jurídicas ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos". Com base nessa regulamentação, os suspeitos foram enquadrados no crime de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Desfecho do caso e investigações

Após a prisão, Gildo e Karina permaneceram em silêncio durante o depoimento e foram liberados posteriormente, após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 4 mil para cada um. A defesa do casal informou que irá se manifestar apenas após a conclusão das investigações, que seguem em andamento.

Este caso destaca os riscos associados à comercialização ilegal de medicamentos por meio de plataformas digitais, uma prática que pode colocar em perigo a saúde pública e violar as normas estabelecidas pelos órgãos reguladores.