Enfermeiro compra iPhone de R$ 4,1 mil na Amazon e recebe caixa de Bis
Um caso inusitado envolvendo uma compra online de alto valor chamou a atenção nas últimas semanas. Rafael Braga, enfermeiro de 35 anos e morador de Itapipoca, no interior do Ceará, teve uma experiência frustrante ao adquirir um iPhone pela plataforma da Amazon. O aparelho, avaliado em R$ 4,1 mil, foi comprado com a expectativa de ser um presente para sua esposa, mas o que chegou em sua casa foi uma caixa de chocolates Bis.
Surpresa desagradável na entrega
Acostumado a fazer compras pela internet, Rafael optou por comprar diretamente do vendedor Amazon.com.br, buscando segurança na transação. No último sábado, 24 de janeiro, ao receber o pacote lacrado, ele seguiu o protocolo de verificação com o entregador, confirmando que os dados na etiqueta estavam corretos. No entanto, ao abrir a embalagem, deparou-se com a caixa azul de bombons, longe do smartphone esperado.
“A primeira coisa que eu estranhei é que o produto estava leve. Como eu não compro celular há muitos anos, acho que foi em 2022 a última vez que comprei um celular… Eu sei que hoje em dia não vem mais o carregador, não vem mais outras coisas, meio que poderia ser algo assim, né? Aí quando eu abri foi que eu tomei o susto. Tava uma caixa de bombons Bis azul”, relatou Rafael, destacando o choque inicial.
Batalha pelo reembolso e respostas da Amazon
Após o ocorrido, o enfermeiro iniciou uma série de tentativas para resolver o problema. Nos primeiros dias, a Amazon negou o reembolso, alegando que o iPhone havia saído corretamente do centro de distribuição. Em e-mails trocados com o cliente, a empresa chegou a mencionar um histórico anterior de pedidos, incluindo uma compra de um cooler para computador em novembro de 2024, que havia sido extraviada e reembolsada sem complicações.
Diante das respostas negativas, Rafael registrou um boletim de ocorrência eletrônico e considerou acionar o Procon e o Juizado Especial Cível, mas ainda não havia formalizado as ações. A situação gerou grande estresse, com o enfermeiro se questionando sobre possíveis falhas no processo. “É um produto muito caro, isso deixa a gente muito mal. Inclusive, no sábado, eu fiquei me sentindo culpado, sabe?”, compartilhou.
Resolução após seis dias de apreensão
Após seis dias de insistência e a intervenção da imprensa, que solicitou posicionamento da Amazon, a empresa finalmente reverteu a decisão. Na manhã de quinta-feira, 29 de janeiro, Rafael recebeu o estorno total do valor da compra. A Amazon emitiu uma nota afirmando que “está investigando o ocorrido e retomará o contato diretamente com o consumidor para resolver o problema”.
O caso levantou questões sobre a segurança em compras online, mesmo em plataformas renomadas. Rafael, que costuma gravar telas durante transações em outros sites, desta vez confiou na reputação da Amazon e não tomou essa precaução. “Sinceramente, eu acho que não faço mais compras assim, pelo menos essas de valor mais alto… A não ser que sejam coisas simples, do dia a dia”, concluiu, refletindo sobre a experiência traumática.
Entre os materiais guardados para eventual comprovação, o enfermeiro manteve a nota fiscal do iPhone e a caixa de Bis, na esperança de que detalhes na embalagem pudessem ajudar a rastrear a origem do equívoco. A resolução do caso trouxe alívio, mas deixou um alerta para consumidores que realizam compras de alto valor pela internet.