Veterinário que atendeu cão Orelha descarta acidente e afirma: "Foi uma agressão"
O veterinário Derli Royer, responsável pelo primeiro atendimento ao cão comunitário Orelha encontrado agonizado na Praia Brava, em Florianópolis, descartou a possibilidade de um acidente e confirmou que o animal foi vítima de uma agressão intencional. Em entrevista ao Fantástico, Royer detalhou as graves lesões que levaram o cão à morte, reforçando a natureza violenta do ocorrido.
Condição grave e morte rápida do animal
Derli Royer relatou que Orelha apresentava lesões severas na cabeça e no olho esquerdo, além de estar fortemente desidratado. "Lesões na cabeça, no olho, principalmente no lado esquerdo, e desidratado, sem quase nenhum movimento, não tinha reflexo", explicou o profissional. A equipe veterinária tentou realizar procedimentos emergenciais, incluindo soroterapia, mas o estado crítico do animal impediu qualquer recuperação. "Foi tentado dar os primeiros procedimentos, a soroterapia e tentar levantar ele, mas como ele estava muito grave, ele veio a óbito logo em seguida", completou Royer.
Investigação policial em andamento
A Polícia Civil de Santa Catarina segue investigando o caso, ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança da região da Praia Brava. Até o momento, não há registros do exato momento da agressão, mas os investigadores concentram esforços em apurar o envolvimento de adolescentes que frequentavam a área durante o verão. A polícia já cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas de quatro adolescentes apontados como suspeitos e em endereços ligados aos responsáveis pelos jovens.
Comoção comunitária e repercussão nacional
A morte de Orelha causou profunda comoção no bairro e em toda Florianópolis, com moradores exigindo agilidade e transparência na investigação. "A comunidade inteira cuidava dele. Ele era um símbolo daqui", afirmou uma vizinha emocionada. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais, tornando-se assunto não apenas na cidade e no estado, mas também alcançando discussões em nível nacional e internacional. Uma moradora registrou um boletim de ocorrência no dia 6 para formalizar a denúncia, dando início ao processo legal que agora busca responsabilizar os culpados pela agressão que tirou a vida do animal querido pela comunidade.