Um trágico incidente ocorrido no distrito de Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto (SP), na última terça-feira (6), acendeu um alerta crucial para tutores de animais. Um shih tzu perdeu a vida após ser atacado por outro cão de porte maior, que havia escapado da casa de um vizinho. A tentativa desesperada dos donos, que durou menos de três minutos e incluiu até o uso de uma faca, não foi suficiente para salvar o animal menor.
Sequência de erros comuns em situações de ataque
Segundo a adestradora Maria Helena Lima, que analisou o caso, as ações tomadas durante o ataque configuraram uma sequência de erros. A especialista explica que, embora os cães sejam parte da família, é fundamental entender sua natureza instintiva. "Quando ele entra no estado predatório acaba mordendo, ele não vai soltar, ele não vai abrir a boca por vontade própria", destaca Maria Helena.
A técnica correta para fazer o cão soltar a mordida
De acordo com a profissional, o método mais eficaz e seguro para neutralizar o agressor e salvar a vítima é simples, mas requer conhecimento. A técnica consiste em:
- Colocar uma guia ou corda em volta do pescoço do cão agressor.
- Suspender a cabeça do animal por alguns instantes, sem machucá-lo.
- Manter a pressão por 15 a 20 segundos.
Esse procedimento fará com que o animal perca o ar e seja obrigado a abrir a boca para respirar, liberando a vítima. "É o caminho mais seguro, mais prático e mais correto", afirma a adestradora, alertando que outras tentativas, como bater, ferir com objetos ou tentar abrir a boca do cão com as mãos, são ineficazes e extremamente perigosas, podendo resultar em ferimentos graves para as pessoas envolvidas.
Prevenção: a chave para evitar tragédias
Para evitar que acidentes como o de Ribeirão Preto se repitam, a especialista enfatiza a importância do adestramento e da comunicação clara com o animal. Ensinar o cão a não sair de casa, mesmo com portões abertos, é uma disciplina que pode ser desenvolvida. "Os donos precisam ter consciência de que o cachorro não é um ser humano", ressalta.
Quando o controle total não é possível, medidas de segurança físicas são indispensáveis. A recomendação é nunca abrir portões ou acessos à rua com o animal solto no mesmo ambiente. Separar o cão em outro cômodo antes de permitir a entrada ou saída de pessoas é uma prática preventiva essencial para evitar fugas e os consequentes riscos de ataque.