Cão Orelha, símbolo de comunidade em Florianópolis, é brutalmente torturado e morto
Cão Orelha, símbolo de comunidade, é torturado e morto em Florianópolis

Cão Orelha, símbolo de afeto em Florianópolis, é vítima de tortura brutal

Por dez anos, ele foi o amigo mais fiel de uma comunidade inteira, um símbolo vivo de convivência e afeto que encantava moradores e visitantes. O cachorro Orelha não tinha um único tutor, porque a Praia Brava, em Florianópolis, era sua casa e cada pessoa ali era parte de sua família. Sua presença alegre e dócil tornou-se uma referência no local, representando os laços de solidariedade e carinho que podem unir seres humanos e animais.

Madrugada de terror interrompe uma década de história

Na madrugada do dia 4 de janeiro, essa história de amor e companheirismo foi brutalmente interrompida por um ato de extrema violência. Orelha foi atingido violentamente na cabeça por um objeto sólido, em uma sessão de tortura que chocou a todos. A polícia suspeita que o instrumento usado tenha sido um pedaço de pau ou uma garrafa, indicando a crueldade do ataque.

O caso rapidamente ganhou repercussão nacional, mobilizando não apenas protetores de animais, mas também cidadãos comuns indignados com a brutalidade. A comoção vai além de um simples crime de maus-tratos a um animal dócil e muito querido; ela reflete um debate mais amplo sobre a proteção dos animais e a aplicação da lei no Brasil.

O que diz a legislação brasileira sobre maus-tratos a animais?

Diante desse triste episódio, surge a pergunta: o que a lei brasileira estabelece sobre maus-tratos a animais? Para discutir esse tema crucial, o podcast do Fantástico recebeu especialistas no assunto. Renata Capucci e Maria Scodeler conversaram com Guilherme Dias, ambientalista, protetor dos animais e delegado-chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Na entrevista, eles abordaram:

  • As penalidades previstas para crimes de maus-tratos a animais no Brasil.
  • Os desafios enfrentados pelas autoridades na investigação e punição desses casos.
  • A importância da conscientização pública para prevenir futuras violências.
  • O papel das comunidades na proteção e cuidado dos animais abandonados ou comunitários.

A morte de Orelha serve como um triste lembrete da necessidade de fortalecer as leis e as ações de proteção animal, garantindo que histórias como a sua não se repitam. Enquanto a polícia continua as investigações para identificar e punir os responsáveis, a comunidade da Praia Brava e simpatizantes em todo o país se unem em luto e em busca de justiça.