Chuva intensa em SP causa estado de atenção, afogamento e desabamentos
Chuva forte em SP causa afogamento e desabamentos

Chuva intensa coloca áreas de São Paulo em estado de atenção e causa incidentes graves

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura de São Paulo emitiu alerta de estado de atenção para diversas regiões da cidade na tarde desta quarta-feira (28). A Zona Sul foi a primeira a receber o aviso às 14h16, seguida pelas Zonas Leste e Sudeste às 14h56, devido à formação de áreas de chuva intensa e de lento deslocamento.

Incidentes registrados durante a tempestade

Conforme informações do Corpo de Bombeiros, um caso de afogamento foi registrado na Avenida Garcia de Ávila, 181, no bairro Cidade Ademar, Zona Sul. A vítima foi arrastada pela enxurrada para debaixo de um veículo, sendo resgatada por moradores e encaminhada à UPA Jabaquara. Até o momento, não há detalhes sobre seu estado de saúde.

Além disso, os bombeiros atenderam a quatro chamados para queda de árvores nos municípios de Grajaú e Mogi das Cruzes, um desabamento na rua Igapó, Jaçanã, e dois casos de enchentes em Suzano. O desabamento envolveu um galpão com uma vítima, exigindo o deslocamento de cinco viaturas para o local.

Condições meteorológicas e alertas

O CGE explicou que as chuvas foram formadas pela combinação de calor e entrada da brisa marítima, atuando com forte intensidade. Imagens do radar meteorológico mostraram precipitação forte nas subprefeituras de Parelheiros e Capela do Socorro, na Zona Sul, e em Guaianases, Cidade Tiradentes e Jabaquara, nas Zonas Leste e Sudeste. Há risco de rajadas de vento, alagamentos e transbordamentos de córregos.

Aumento de alagamentos e inundações na capital

Um levantamento exclusivo da TV Globo, com base em dados municipais, revela que alagamentos e inundações têm se tornado mais frequentes em São Paulo. A prefeitura diferencia os fenômenos: alagamentos são acúmulos de água por falta de drenagem, enquanto inundações ocorrem quando rios ou córregos transbordam. Em comparação com 2024, os registros de alagamentos subiram 31% e os de inundações aumentaram 61% no ano passado.

O professor Anderson Kazuo Nakano, da Universidade Federal de São Paulo, defende que a cidade precisa investir em alternativas para reter água da chuva. "É necessário sair da lógica dos piscinões e pensar em diferentes tipos de lagoas e formas de retenção em pontos mais altos, evitando que grandes volumes de água sejam lançados nas ruas e avenidas, especialmente em ladeiras, onde provocam enxurradas com força suficiente para arrastar carros e causar mortes", afirmou.

Somente no início deste verão, pelo menos quatro pessoas já morreram na região metropolitana devido a acúmulos de água. No último domingo (25), o aposentado Romeu Maccione Neto, de 75 anos, faleceu afogado em uma enchente na Vila Guilherme, Zona Norte.