Um tremor de terra de magnitude 3,0 foi registrado próximo ao município de Sete Lagoas, em Minas Gerais, na tarde desta sexta-feira (30), conforme dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). O evento sísmico ocorreu por volta das 14h35 e foi sentido por moradores da região, que relataram o abalo às autoridades.
Contexto sísmico em Minas Gerais
Este é o terceiro sismo registrado em Minas Gerais apenas na última semana, evidenciando uma atividade sísmica recorrente no estado. Na última terça-feira (27), os municípios de Riacho dos Machados e Frutal registraram eventos de magnitudes 2,4 e 2,9, respectivamente, reforçando a percepção de que a região é propensa a pequenos tremores.
Monitoramento e análise técnica
O abalo sísmico em Sete Lagoas foi captado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). A RSBR, coordenada pelo Observatório Nacional com apoio do Serviço Geológico do Brasil, opera quase 100 estações sismográficas em todo o território nacional para monitorar a sismicidade.
Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, explicou que "pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre".
Classificação na escala Richter
O tremor de magnitude 3,0 é classificado como pequeno na escala Richter. Nessa faixa, os abalos são frequentemente sentidos por pessoas, especialmente se estiverem em repouso ou em andares altos de prédios, mas raramente causam danos estruturais significativos.
Estrutura da Rede Sismográfica Brasileira
A RSBR é a organização pública responsável por monitorar a sismicidade do território nacional, fornecendo dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra. Suas estações são operadas por instituições como:
- Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP)
- Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB)
- Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN)
- Observatório Nacional (ON)
Essa rede de monitoramento contínuo permite que eventos como o de Sete Lagoas sejam rapidamente identificados e analisados, contribuindo para a segurança e o conhecimento científico sobre a sismicidade brasileira.