Enchente em São Luiz do Paraitinga: Rio Paraitinga baixa, mas ruas permanecem alagadas
O nível do Rio Paraitinga, em São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo, apresentou uma redução significativa nesta quarta-feira, dia 28. Apesar dessa melhora, a situação na cidade ainda é crítica, com diversas ruas alagadas e nove famílias desalojadas de suas residências.
Diminuição do nível do rio e situação atual
De acordo com informações da Defesa Civil, a altura do Rio Paraitinga diminuiu cerca de 70 centímetros em relação à terça-feira, dia 27, quando atingiu a marca preocupante de 4,50 metros. Nesta quarta-feira, o nível começou a se aproximar de valores mais normais, mas ainda está longe da altura considerada padrão, que é de 1,20 metro.
A tendência, segundo os especialistas, é que o rio continue baixando nos próximos dias, podendo se estabilizar próximo ao nível habitual. No entanto, a evolução ainda é lenta e requer monitoramento constante.
Impactos nas famílias e na infraestrutura urbana
Mesmo com a diminuição do nível das águas, parte das ruas da região central de São Luiz do Paraitinga continua alagada, dificultando a circulação e o acesso a serviços essenciais. O alagamento foi causado pelo transbordamento do Rio Paraitinga, que invadiu residências e forçou a saída de moradores.
Nove famílias tiveram que deixar suas casas devido à invasão da água. Desse total, três famílias estão abrigadas em locais provisórios organizados pela Defesa Civil, enquanto as outras seis encontraram refúgio temporário em casas de parentes. A situação destaca a vulnerabilidade da comunidade frente a eventos climáticos extremos.
Contexto e perspectivas futuras
A enchente em São Luiz do Paraitinga serve como um alerta para a necessidade de medidas preventivas e de infraestrutura mais resiliente. A cidade, localizada no Vale do Paraíba, é historicamente afetada por cheias, mas este episódio reforça os desafios enfrentados pela população local.
As autoridades continuam acompanhando de perto a evolução do nível do rio e prestando assistência às famílias desalojadas. A esperança é que, com a continuação da baixa das águas, a normalidade possa ser restaurada gradualmente, permitindo o retorno seguro dos moradores a suas residências.