Capital da Groenlândia mergulha na escuridão após apagão generalizado
A cidade de Nuuk, capital da Groenlândia, foi surpreendida por um apagão total na noite de sábado, 24 de janeiro de 2026. O blecaute ocorreu de forma simultânea em toda a área urbana, conforme relatos de testemunhas locais que descreveram a súbita interrupção do fornecimento de energia.
Concessionária atribui falha a acidente e aciona geradores
A Nukissiorfiit, empresa concessionária de energia na região, confirmou que a interrupção foi causada por um acidente operacional. Em comunicado oficial, a empresa informou que está trabalhando ativamente para restabelecer o serviço utilizando geradores de emergência, mas não forneceu detalhes específicos sobre a natureza do incidente.
Tanto a Nukissiorfiit quanto a polícia da Groenlândia divulgaram alertas sobre a situação através de suas páginas no Facebook, mantendo a população informada sobre os esforços de recuperação, embora tenham evitado especificações técnicas sobre as causas do problema.
Contexto de preparação para emergências ganha relevância
O apagão ocorre em um momento particularmente sensível, poucos dias após as autoridades groenlandesas terem atualizado os protocolos de preparação para emergências. Essa revisão foi motivada, em parte, pelo interesse público manifestado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em adquirir o território dinamarquês.
O material divulgado pelo governo local, conhecido como cartilha de autossuficiência, oferece orientações detalhadas para que os cidadãos possam se manter por até cinco dias sem assistência externa. As recomendações incluem:
- Estoque adequado de alimentos não perecíveis
- Reserva de água potável para consumo
- Acúmulo de itens básicos de sobrevivência
- Preparação com armas de caça e equipamentos de subsistência
Medida preventiva com foco na autonomia energética
O Ministério da Autossuficiência da Groenlândia enfatizou que a iniciativa funciona como uma medida preventiva, desenvolvida ao longo do último ano com foco inicial em possíveis interrupções prolongadas no fornecimento de energia. Segundo representantes do órgão, o plano visa fortalecer a resiliência da população diante de cenários adversos.
O primeiro-ministro do território, Jens-Frederik Nielsen, comentou sobre a situação geopolítica, afirmando que uma ação militar contra a Groenlândia é considerada improvável, mas ressaltou a necessidade de a ilha estar preparada para qualquer eventualidade. "Precisamos estar prontos para todas as possibilidades", declarou Nielsen em entrevista recente.
Enquanto isso, Donald Trump, que durante o Fórum Econômico Mundial em Davos afirmou não pretender usar "força" para tomar a ilha, continua defendendo "negociações imediatas" para obter o controle do território, mantendo a questão em evidência no cenário internacional.
O apagão em Nuuk serve como um teste prático dos novos protocolos de emergência, destacando a vulnerabilidade energética de regiões remotas e a importância de planos de contingência em um contexto global cada vez mais imprevisível.