Paes investe R$ 180 milhões em central de inteligência com 10 mil câmeras no Rio
Rio amplia central de inteligência com orçamento de R$ 180 mi

Prefeito do Rio amplia central de monitoramento com forte investimento

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), potencializou uma de suas principais apostas na área de segurança pública nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026. O gestor reinaugurou a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), que recebeu uma nova sede e um aumento expressivo no orçamento. A ação é vista como uma das vitrines do provável candidato a governador para o pleito deste ano, onde a segurança deve dominar o debate.

Salto tecnológico e orçamentário na segurança carioca

A nova sala de situação da Civitas representa, segundo a prefeitura, um "salto operacional e tecnológico" no sistema de vigilância da cidade. A estrutura foi equipada com novos aparelhos e mais profissionais, o que triplicou a capacidade de monitoramento. O investimento anual na central deu um grande salto: antes de R$ 16 milhões, o orçamento agora é de R$ 180 milhões.

O sistema, que já está em funcionamento desde 2024 e ocupa parte do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), conta com uma rede de 10 mil câmeras espalhadas pela cidade. Outro reforço significativo está no time de analistas: a equipe dedicada à análise de dados saltou de 38 para 110 integrantes.

Foco em investigações e tom de campanha eleitoral

Uma das missões centrais da Civitas é dar suporte às investigações conduzidas pelas polícias Civil e Militar do estado. Durante a cerimônia de reinauguração, Paes deixou claro o objetivo do projeto. "Vamos avançar com a Força Municipal. E podemos ajudar com a implantação da Civitas. Num mundo em que a tecnologia serve para praticamente tudo, é inaceitável que não tenhamos a tecnologia para ajudar na segurança pública", declarou o prefeito.

Ele ainda completou: "Esse é um espaço de auxílio para as polícias Civil e Militar e para o sistema de Justiça. O grande ativo disso aqui é fazer com que o processo de apuração e investigação de crimes possa ter solução no Rio de Janeiro". As declarações reforçam o tom que Paes deve adotar durante o ano eleitoral, destacando ações concretas na área que é a maior preocupação da população.

Duas frentes como cartão de visitas

A Civitas não está sozinha na estratégia de segurança do prefeito. A outra frente é a Força Municipal armada, que deve entrar em operação ainda no primeiro trimestre de 2026 com um contingente inicial de 600 agentes. Juntas, as duas iniciativas formam os pilares que Paes pretende exibir como prova de uma gestão ativa e investidora na segurança pública, tema sensível e decisivo para os eleitores fluminenses.

O prefeito também enfatizou o caráter de auxílio ao governo do estado, dizendo buscar "auxiliar o governo do estado na segurança pública". A reinauguração da Civitas, portanto, vai além de uma simples atualização tecnológica; é um movimento político estratégico, alinhando a imagem de Paes à inovação e ao combate ao crime na principal cidade do país.