Executivo da Nvidia prevê robôs humanoides com IA generativa como próximo passo tecnológico
Robôs humanoides com IA generativa são próximo passo, diz Nvidia

Executivo da Nvidia prevê robôs humanoides com IA generativa como próximo avanço tecnológico

O próximo grande salto da inteligência artificial será o desenvolvimento de robôs humanoides equipados com "cérebro" baseado em IA generativa, segundo avaliação do brasileiro Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina. Em entrevista exclusiva ao g1, durante evento da Microsoft em São Paulo nesta quarta-feira (11), o executivo destacou que já existem dados suficientes para viabilizar essa evolução tecnológica.

O que é inteligência artificial generativa e sua aplicação prática

A inteligência artificial generativa é a mesma tecnologia que deu origem ao ChatGPT, permitindo não apenas conversas com usuários, mas também a criação de conteúdos, imagens, vídeos e músicas. Atualmente, além do ChatGPT, o mercado conta com soluções como o Gemini do Google e o Copilot da Microsoft. Aguiar explica que o foco agora está no "Physical AI", que integra a IA com sistemas físicos.

"O mercado já está olhando para o Physical AI, e já temos dados suficientes para que um robô tenha raciocínio muito rápido", afirmou o diretor. "Isso só está acontecendo porque essas outras fases da IA, a agêntica, a generativa e a perceptiva, permitem agrupar tudo isso e levar essa capacidade para um robô".

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Cautela e maturidade tecnológica necessárias

Apesar do otimismo, Aguiar defende uma abordagem cautelosa. Antes de avançar para robôs humanoides avançados, é preciso amadurecer as soluções já disponíveis, como a IA generativa e os agentes de IA. Ele ressalta que a implementação ocorre de forma gradual, "pouco a pouco", de modo que os usuários podem nem perceber que já utilizam a tecnologia no cotidiano.

A Nvidia trabalha há oito anos no desenvolvimento de softwares e hardwares voltados à robótica, o que hoje permite que mais de 100 das melhores empresas de robótica utilizem seus hardwares. A empresa não fabrica o robô físico, mas fornece o "cérebro" para empresas que desenvolvem essas soluções.

Aplicações práticas da IA física na indústria e além

No Physical AI, os benefícios não se limitam a robôs humanoides. A chamada IA física já é realidade na indústria, incluindo o uso de braços mecânicos em fábricas que se tornam mais inteligentes com técnicas de visão computacional, capazes de perceber o ambiente e reagir a ele.

"Em hospitais no Japão, robôs humanoides auxiliam enfermeiros em tarefas como a entrega de medicamentos a pacientes", exemplifica Aguiar. O setor de veículos autônomos é outro foco principal, com carros e robotáxis se tornando cada vez mais autônomas.

Perspectivas futuras e implementação gradual

Aguiar não estimou um prazo específico para a massificação de robôs humanoides avançados com IA generativa, mas enfatizou que a evolução é contínua e integrada ao dia a dia. A combinação de IA generativa com sistemas físicos promete revolucionar setores como saúde, transporte e manufatura, criando máquinas com capacidade de raciocínio rápido e adaptação ao ambiente.

Com a expertise da Nvidia e o avanço de outras empresas de tecnologia, o futuro da robótica parece cada vez mais próximo, embora exija cuidado e maturidade nas implementações para garantir segurança e eficiência.

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