O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, dará início a partir desta semana a um plano estratégico para viabilizar uma das principais prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1. A movimentação ocorre em meio ao agravamento das tensões entre o Palácio do Planalto e o Senado, comandado por Davi Alcolumbre.
Sessões diárias para acelerar tramitação
Motta convocou sessões para todos os dias da semana com o objetivo de reduzir prazos regimentais e garantir uma tramitação mais rápida da matéria. A expectativa é que o mesmo modelo seja replicado nas próximas semanas, permitindo que a PEC seja analisada tanto na comissão especial quanto no plenário da Câmara até o final de maio.
Contexto político delicado
A iniciativa ocorre em um momento de forte estremecimento entre o Executivo e o Senado, após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Governistas avaliam que Motta tende a adotar uma postura mais alinhada ao governo federal nesse cenário de crise institucional.
A PEC do fim da escala 6x1 é considerada uma bandeira trabalhista do governo Lula e tem potencial de gerar grande impacto nas relações de trabalho no Brasil. A celeridade na tramitação é vista como essencial para demonstrar força política do Executivo diante das adversidades no Legislativo.



