Estudo revela que IA supera média humana em criatividade, mas pessoas mais criativas ainda lideram
IA supera média em criatividade, mas humanos mais criativos lideram

Estudo Compara Criatividade Humana e de IA: Resultados Revelam Superioridade Média das Máquinas

Uma pesquisa publicada na revista Scientific Reports trouxe à tona uma descoberta intrigante: em testes padronizados de criatividade linguística, a inteligência artificial já consegue superar o desempenho médio dos humanos. O estudo comparou diretamente mais de 100 mil pessoas com modelos de IA como GPT-4, Claude e Gemini, utilizando métodos consagrados pela psicologia para medir a capacidade criativa.

Como a Criatividade Foi Mensurada no Estudo?

Para realizar essa comparação, os pesquisadores empregaram um teste simples, porém eficaz, que exige a listagem de dez palavras sem relação entre si. A pontuação de criatividade é maior quanto mais distintos forem os significados dessas palavras, avaliando a habilidade de fazer associações incomuns e inesperadas. Esse método, que leva poucos minutos, já foi vinculado em estudos anteriores a capacidades criativas em escrita, geração de ideias inovadoras e resolução original de problemas.

Quando os modelos de IA foram submetidos ao mesmo teste, alguns alcançaram pontuações superiores à média humana, indicando um avanço significativo nas habilidades linguísticas das máquinas. No entanto, os autores do estudo ressaltam que isso não significa que a IA seja mais criativa do que todas as pessoas, pois os indivíduos mais talentosos ainda demonstram uma vantagem clara.

Limitações da IA em Tarefas Complexas e o Papel da Orientação Humana

O cenário muda drasticamente ao analisar apenas as pessoas mais criativas do grupo. Entre a metade dos participantes com melhor desempenho, a média já superou a de qualquer IA, e nos 10% mais criativos, a diferença se tornou ainda mais evidente. Isso ficou particularmente claro quando as tarefas evoluíram de listas de palavras para produções textuais mais elaboradas, como poemas curtos, roteiros de filmes e pequenas histórias.

Nessas atividades, as criações humanas mais criativas foram consistentemente mais originais e ricas do que as respostas geradas pelas máquinas. O estudo também destacou que a criatividade da IA não é fixa; ela varia conforme a forma como os comandos são formulados e os ajustes técnicos do sistema. Certas configurações tornam as respostas mais previsíveis, enquanto outras incentivam variedade e inovação.

Além disso, a pesquisa mostrou que a orientação humana desempenha um papel crucial: quando os modelos foram instruídos a pensar na origem das palavras ou em associações menos óbvias, seu desempenho criativo aumentou. Isso sugere que, embora a IA tenha avançado, parte de sua criatividade ainda depende da intervenção e direção humana.

IA como Ferramenta de Assistência, Não Substituição

Para os autores do estudo, as conclusões não apontam para uma substituição dos criadores humanos pela inteligência artificial. Em vez disso, os dados indicam que a IA está se tornando uma ferramenta cada vez mais eficiente para auxiliar no processo criativo. Mesmo superando a média em testes específicos, a IA apresenta limites claros quando comparada aos indivíduos mais criativos.

A tendência, segundo os pesquisadores, é que a inteligência artificial funcione como uma espécie de assistente, capaz de sugerir caminhos e ampliar possibilidades, sem substituir a capacidade criativa inerente aos seres humanos. Essa visão reforça a ideia de que a tecnologia pode complementar e potencializar a criatividade humana, em vez de suplantá-la, abrindo novas perspectivas para colaborações futuras entre pessoas e máquinas.