Presente tradicional nas ceias de fim de ano, a tábua de queijos muitas vezes é encarada como uma grande inimiga das dietas. No entanto, essa visão pode estar equivocada. Segundo especialistas em nutrição, o alimento não precisa ser banido do cardápio de quem busca emagrecer. A chave está na escolha do tipo, na quantidade consumida e na forma de preparo.
O queijo não é um vilão
Em entrevista à revista Parade, a nutricionista Michelle Routhenstein deu um alívio aos amantes de queijo. “O queijo não é um inimigo. Quando bem escolhido e consumido com moderação, pode fazer parte de uma alimentação saudável, inclusive para quem busca controlar o peso”, afirmou a especialista. O segredo, portanto, está no equilíbrio e na qualidade da escolha.
Muçarela: a estrela das dietas
Entre as variedades disponíveis, a muçarela surge como a opção mais recomendada para quem deseja perder peso. A nutricionista Michele D. Rager detalhou os benefícios: uma porção de cerca de 30 gramas fornece entre 6 e 7 gramas de proteína, além de cálcio e outros nutrientes essenciais.
“A proteína ajuda a aumentar a saciedade e contribui para a preservação da massa muscular durante dietas de restrição calórica”, explicou Rager. Outro ponto positivo é o valor calórico. A mesma porção de muçarela tem, em média, 72 calorias.
Rager ainda destacou a importância de optar por queijos com menor teor de gordura: “Como a gordura concentra mais do que o dobro de calorias por grama em comparação à proteína, optar por queijos com menor teor de gordura costuma ser uma escolha mais inteligente”.
O perigo do exagero e as escolhas erradas
O principal alerta dos especialistas é sobre a quantidade. A nutricionista Julia Zumpano chamou a atenção para o consumo excessivo. “Em várias versões da dieta mediterrânea, por exemplo, o consumo é limitado a cerca de 85 gramas por semana. Uma única fatia de pizza ou um prato de lasanha pode ultrapassar facilmente essa quantidade”, disse.
A orientação para quem não abre mão do queijo é combinar porções moderadas de versões com menos gordura com vegetais e grãos integrais, criando assim uma refeição mais equilibrada.
Do ponto de vista da saúde intestinal, a escolha também é crucial. Gastroenterologistas consultados pela Parade alertam que produtos ultraprocessados são prejudiciais. A médica Ekta Gupta citou queijos fundidos, ralados industrializados e versões aromatizadas. “Eles são ricos em sódio, gorduras saturadas e aditivos que favorecem inflamação e desconforto gastrointestinal”, explicou.
Outro queijo que exige cautela é o brie. Apesar de apreciado, ele possui alto teor de gordura saturada. A nutricionista Tara Gidus Collingwood recomenda: “Deve ser consumido apenas ocasionalmente, especialmente por quem precisa controlar o colesterol”.
Conclusão: moderação e escolha consciente
Em resumo, a mensagem dos especialistas é clara: o queijo não precisa ser eliminado da alimentação. Para quem está em um processo de perda de peso, a muçarela se mostra uma excelente opção devido ao seu bom perfil de proteínas e baixo valor calórico. No entanto, a moderação é a regra de ouro, assim como evitar queijos ultraprocessados e os muito ricos em gorduras saturadas.
A combinação de uma dieta saudável com escolhas inteligentes pode, sim, incluir o sabor do queijo sem comprometer os objetivos de quem busca uma vida mais equilibrada.