OMS confirma caso fatal de vírus Nipah em Bangladesh ligado a seiva de tâmara
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado confirmando a ocorrência de um novo caso fatal do vírus Nipah em Bangladesh. O episódio, registrado na Divisão de Rajshahi, no país asiático, resultou na morte de uma mulher com idade entre 40 e 50 anos, que desenvolveu sintomas graves após consumir seiva de tâmara crua, um hábito local que pode estar associado à contaminação por morcegos, hospedeiros naturais do patógeno.
Detalhes do caso e monitoramento de contatos
A vítima, residente no distrito de Naogaon, começou a apresentar febre, dor de cabeça, perda de apetite, fraqueza e vômitos no dia 21 de janeiro. Seis dias depois, em 27 de janeiro, ela perdeu a consciência e foi levada a um hospital, onde foi internada em 28 de janeiro. Apesar dos esforços médicos, a paciente faleceu no mesmo dia da internação, após exames confirmarem a presença do vírus Nipah em amostras de sangue coletadas pela equipe de vigilância.
As autoridades de saúde identificaram e testaram 35 pessoas que tiveram contato próximo com a paciente. Felizmente, todos os resultados foram negativos para o vírus, e não há notícias de outros casos da infecção no momento. A OMS destaca que a vigilância intensiva dos contatos é uma medida padrão para conter possíveis surtos da doença, que tem um histórico de ocorrências pontuais na região.
Risco de disseminação e contexto histórico
Em sua avaliação, a OMS classifica o risco de disseminação internacional do vírus Nipah como baixo, enfatizando que pequenos surtos na Ásia não são incomuns. O primeiro caso da doença em Bangladesh foi notificado em 2001, e em 2025, quatro mortes foram registradas. A organização continua monitorando a situação tanto em Bangladesh quanto na Índia, onde dois casos foram reportados nas últimas semanas, mantendo a atenção global sobre a evolução do patógeno.
Apesar do risco remoto de uma pandemia pelo vírus Nipah, a necessidade de vigilância contínua e medidas de prevenção permanece crítica. A transmissão ocorre principalmente através do contato com fluidos de animais infectados, como morcegos, ou consumo de alimentos contaminados, destacando a importância de práticas de segurança alimentar em regiões endêmicas.