Coleta de lixo em Várzea Grande tem nova empresa, mas regularização segue sem prazo
Nova empresa assume coleta de lixo em Várzea Grande

O serviço de coleta de lixo em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, passou por uma mudança abrupta neste sábado (10), mas a regularização definitiva do contrato segue sem prazo definido pela prefeitura. Um consórcio chamado Pantanal Ambiental assumiu a responsabilidade pela limpeza urbana de forma emergencial, após uma série de decisões judiciais que envolveram a administração municipal e a empresa anterior.

Imbróglio judicial leva à troca de empresa

A troca ocorreu depois que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) suspendeu uma liminar que beneficiava a Locar Saneamento Ambiental, empresa que prestava o serviço anteriormente. Com a decisão, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana emitiu uma ordem de serviço, permitindo o início imediato do contrato emergencial com o consórcio Pantanal Ambiental.

A nova empresa fica responsável por coletar resíduos domiciliares, comerciais e de feiras, além do transporte e da destinação final do lixo. A Locar Saneamento Ambiental informou que retirou seus caminhões das ruas assim que foi notificada oficialmente sobre a decisão judicial.

Dívida milionária e impacto na população

O impasse tem como pano de fundo uma dívida de mais de R$ 10 milhões que a prefeitura de Várzea Grande teria com a Locar. A empresa anunciou a interrupção do serviço ainda no final de 2025, retomando parcialmente após o pagamento de uma parcela. Ela afirma que vai adotar medidas judiciais para cobrar o restante do valor.

Enquanto a disputa se arrastava, os moradores foram os mais afetados. Relatos de mau cheiro e acúmulo de lixo em vários bairros se tornaram comuns, especialmente após o anúncio da suspensão dos serviços pela empresa anterior, que ocorreu antes do período natalino.

Decisão da Justiça prioriza serviço público

Em suas decisões, o Poder Judiciário local considerou que a manutenção do serviço de coleta de lixo é essencial para a saúde pública e para o meio ambiente urbano. Inicialmente, uma liminar garantiu à Locar a continuidade do trabalho, bloqueando uma tentativa da prefeitura de contratar outra empresa de forma emergencial.

No entanto, uma nova decisão judicial reverteu o cenário e permitiu a contratação emergencial do consórcio Pantanal Ambiental, visando sanar o problema crítico da coleta de resíduos que afligia a cidade. Apesar da mudança, a prefeitura ainda não conseguiu estabelecer um cronograma para a regularização permanente do contrato de limpeza urbana.