Eduardo Paes deixa prefeitura do Rio em 20 de março para disputar governo
Paes deixa prefeitura do Rio em março para campanha

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), definiu a data para deixar o comando da capital fluminense e se lançar oficialmente na disputa pelo governo do estado. Em reunião com correligionários, Paes comunicou que pretende renunciar ao cargo no dia 20 de março de 2026.

Timing estratégico para a campanha eleitoral

A decisão foi tomada durante uma reunião do diretório estadual do PSD, realizada na terça-feira, 13 de janeiro de 2026. O prazo legal para a desincompatibilização de cargos termina em 6 de abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno das eleições. A saída em março dá ao prefeito um período considerável para dedicar-se integralmente à campanha.

Com a renúncia de Paes, assume o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, que também é filiado ao PSD. A transição deve manter a continuidade administrativa na cidade enquanto o atual prefeito busca um novo desafio.

Cenário político favorável e indefinição na oposição

Até o momento, Eduardo Paes corre praticamente sozinho na disputa pelo Palácio Guanabara, sede do governo estadual. A situação confere ao prefeito uma vantagem significativa, pois ele já se apresenta como pré-candidato ao eleitorado.

Do outro lado, a situação é de incerteza. O PL, partido do atual governador Cláudio Castro, e as siglas que compõem a base do governo ainda não conseguiram definir um nome para a sucessão em outubro. O cenário ficou desestabilizado após a prisão do deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União), que era considerado o favorito para liderar a chapa da direita.

Bacellar, que hoje cumpre medida cautelar com tornozeleira eletrônica, viu seus planos políticos serem interrompidos. O episódio forçou uma nova rodada de articulações entre as lideranças do PL, que avaliam a necessidade de fechar um candidato próprio ou de um partido aliado o mais rápido possível.

A corrida contra o tempo da oposição

O objetivo claro da base governista é tirar de Eduardo Paes a vantagem de ser o único nome em campanha apresentado aos eleitores. A indefinição, no entanto, beneficia a estratégia do prefeito, que poderá estruturar sua campanha com antecedência e sem a pressão imediata de um adversário definido.

A movimentação de Paes segue o calendário eleitoral à risca e demonstra uma tentativa de controlar a narrativa política nos próximos meses. A saída antecipada da prefeitura permite que ele se desvincule das questões administrativas do dia a dia e se concentre no projeto para o estado.