Toffoli define critério para condução do caso Master no Supremo Tribunal Federal
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), segue à frente das investigações relacionadas ao Banco Master, aguardando a conclusão da análise de provas pela Polícia Federal para determinar os próximos passos do inquérito. Em declarações exclusivas ao Radar, Toffoli enfatizou que a sequência da apuração será ditada estritamente pelo conteúdo das evidências coletadas, e não por quaisquer influências externas ou pressões políticas.
Decisão baseada em evidências e jurisdição
Toffoli destacou que sua atuação no caso está condicionada à existência de indícios que envolvam pessoas com foro privilegiado, ou seja, autoridades com direito a julgamento no STF. "Continuo a conduzir o caso se houver indícios de pessoas com foro. O parecer inicial da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi para que a apuração ficasse no STF para colheita de provas", afirmou o ministro. Essa posição reforça o caráter técnico e legal do processo, afastando especulações sobre motivações políticas.
O futuro da investigação, seja mantida no âmbito do Supremo ou não, depende diretamente da extensão e complexidade dos negócios do banqueiro Daniel Vorcaro, figura central no caso. Toffoli ressaltou que a avaliação cuidadosa das provas é essencial para garantir a justiça e a transparência do procedimento.
Pressões externas e opinião de colegas
Colegas de Toffoli no STF, como o ministro Gilmar Mendes, avaliaram que as pressões sobre a Corte são frequentemente alimentadas pelos próprios envolvidos no caso Master. "São os maiores interessados no tumulto", comentou Mendes, sugerindo que tentativas de influenciar o andamento do inquérito podem partir de quem tem mais a perder com a apuração. Essa perspectiva destaca o ambiente de tensão e os desafios enfrentados pelo Judiciário em casos de alta repercussão.
Com dois meses à frente da condução do caso, Toffoli mantém uma postura cautelosa, assegurando que todas as decisões serão fundamentadas em dados concretos e no respeito às normas jurídicas. A expectativa é que, com a conclusão da análise da PF, o STF possa definir com clareza os rumos da investigação, contribuindo para o fortalecimento da credibilidade institucional.