Padre Paulo Marcelo autorizado a visitar Bolsonaro na prisão após decisão de Alexandre de Moraes
Padre autorizado a visitar Bolsonaro na prisão por Moraes

Padre Paulo Marcelo recebe autorização para visitar Bolsonaro na prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o padre Paulo Marcelo Jordão da Silva a realizar visitas semanais ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi tomada na quinta-feira (29), atendendo a um pedido da defesa do ex-presidente apresentado na segunda-feira (26).

Detalhes da autorização e perfil do padre

Paulo Marcelo, de 47 anos, é formado em teologia pela Faculdade Católica de Anápolis e atua como sacerdote há mais de 11 anos. Ele está lotado na Diocese de Anápolis, na região central de Goiás, mas atualmente exerce suas funções em Pirenópolis, na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário. Segundo a Diocese de Anápolis, o padre é conhecido do casal Jair e Michelle Bolsonaro e solicitou permissão ao bispo diocesano para realizar uma visita de caráter espiritual ao ex-presidente.

Conforme a decisão de Moraes, a assistência religiosa deve ser realizada uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, individualmente, com duração de uma hora. O padre deverá alternar os dias de visita com outros líderes religiosos previamente autorizados, como o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor Thiago Macieira Manzoni, respeitando as normas do estabelecimento prisional.

Contexto da prisão de Bolsonaro

Jair Bolsonaro está cumprindo uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido em uma sala de Estado-Maior localizada no 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. A autorização para visitas religiosas faz parte dos direitos garantidos aos presos, visando oferecer suporte espiritual durante o cumprimento da pena.

Posicionamento da Diocese de Anápolis

Em nota oficial, a Diocese de Anápolis esclareceu que o padre Paulo Marcelo solicitou autorização para a visita espiritual, destacando que ele tem um relacionamento prévio com o casal Bolsonaro. A diocese reforçou o caráter estritamente religioso da visita, alinhado com as práticas pastorais da Igreja Católica.

Esta autorização segue uma série de decisões judiciais relacionadas ao caso Bolsonaro, refletindo a atenção do STF aos aspectos legais e humanos do processo penal. A alternância de visitas entre diferentes líderes religiosos busca equilibrar o acesso à assistência espiritual, assegurando que o ex-presidente receba apoio conforme suas crenças e dentro dos limites estabelecidos pela lei.