Fachin promete agir no caso Master no STF 'doa a quem doer' e tenta reduzir críticas
Fachin promete agir no caso Master no STF 'doa a quem doer'

Fachin promete agir no caso Master no STF 'doa a quem doer' e tenta reduzir críticas

Em meio a pressões crescentes devido ao escândalo do Banco Master, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, continua a enviar mensagens ao país nesta terça-feira, em uma tentativa de reduzir as críticas direcionadas ao tribunal. Em nova entrevista concedida ao jornal Globo, o chefe do Supremo garantiu que atuará no caso do Master se houver necessidade e afirmou que eventuais questionamentos sobre a investigação podem ser analisados pela Segunda Turma da Corte, colegiado integrado pelo relator do caso, ministro Dias Toffoli.

Posicionamento firme e mudança de tom

Fachin declarou: Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer. Esta afirmação reforça seu compromisso com a atuação no caso, mesmo diante de possíveis repercussões internas.

O ministro também comentou as críticas relacionadas à nota divulgada anteriormente, na qual afirmou que o STF não se curva a ameaças ou intimidações e parecia ameaçar a imprensa, que realiza a cobertura do caso. Na entrevista, Fachin adotou uma postura mais conciliatória, afirmando: Nada está imune à crítica, nem o Supremo, nem qualquer um de seus ministros. As interpretações da nota são legítimas, sejam elas quais forem. Esta mudança de tom busca amenizar tensões e promover um diálogo mais aberto.

Explicações para as críticas ao Judiciário

Ao discutir as razões que motivam tantas críticas ao STF no caso Master, Fachin evitou citar episódios específicos que envolvem integrantes da Corte. Em vez disso, ele listou três motivos principais para os ataques ao Judiciário:

  • O papel de controle sobre os demais Poderes, o que incomoda governantes com pretensões autoritárias.
  • O fato de ser um poder sem armas ou força material própria, tornando-o mais vulnerável a tentativas de deslegitimação.
  • O papel assumido no pós-guerra de proteger direitos fundamentais e minorias, o que desperta reações de setores contrários a essa atuação.

Esta análise busca contextualizar as críticas sem entrar em detalhes sobre conflitos internos, mantendo um foco mais amplo nas funções institucionais do tribunal.

O escândalo do Banco Master, envolvendo investigações bilionárias, tem colocado o STF sob intenso escrutínio público, com Fachin tentando equilibrar a defesa da instituição com a necessidade de transparência e ação. Suas declarações refletem um esforço para preservar a credibilidade do Judiciário enquanto se prepara para possíveis intervenções no caso, destacando a complexidade e a importância deste momento para a democracia brasileira.