Prisão de ex-assessor de Bolsonaro por uso de LinkedIn gera reações políticas
Ex-assessor de Bolsonaro preso após ordem de Alexandre de Moraes

A prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro, na sexta-feira, 1⁰ de janeiro de 2026, gerou uma onda de reações no cenário político brasileiro. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que Martins descumpriu as condições estabelecidas para sua prisão domiciliar.

Reação de apoiadores de Bolsonaro

Entre políticos e simpatizantes do bolsonarismo, a prisão foi criticada de forma veemente. Eles defendem que não haveria motivos legais para a nova prisão do ex-assessor. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou, em publicação nas redes sociais, que Martins foi preso "apenas por usar a rede social LinkedIn". Ele ainda listou uma série de acusações anteriores contra Martins que, segundo ele, não teriam fundamento.

Já o deputado Nikolas Ferreira relacionou o caso à situação de Jair Bolsonaro, que cumpre pena, e classificou a ação de Moraes como "tirania". Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, usou a expressão "canetada de um juiz" para se referir à decisão e afirmou que a "juventude" de Filipe Martins estaria sendo "ceifada".

O deputado Marcel van Hattem também entrou na discussão, contrastando a prisão de Martins com a soltura de outros criminosos, em uma crítica direta ao governo Lula.

Posicionamento de aliados do governo Lula

Do outro lado do espectro político, parlamentares ligados ao governo Lula celebraram a medida. O senador Humberto Costa (PT-PE) classificou Martins como "mais um golpista preso pela força da lei", lembrando que a prisão preventiva foi decretada pelo descumprimento das regras da prisão domiciliar e que o ex-assessor já havia sido condenado por participar da "trama golpista".

O deputado Rogério Correia (PT-MG) reforçou que o descumprimento de medidas judiciais virou uma "regra" no bolsonarismo. O pastor e deputado Henrique Vieira também comemorou a prisão com a frase: "Sextou com mais um golpista na cadeia".

O motivo específico da nova prisão

Conforme apurado, o estopim para a ordem de prisão foi uma denúncia sobre o suposto acesso de Filipe Martins à rede social LinkedIn. Ricardo Wagner Roquetti teria enviado um e-mail ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes no dia 28 de dezembro de 2025 relatando o fato. O acesso à internet e a redes sociais era uma das restrições impostas durante o regime de prisão domiciliar, e o descumprimento dessa condição levou o ministro a decretar a prisão preventiva.

O caso de Filipe Martins continua a acirrar os ânimos na polarizada política brasileira, refletindo as tensões entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e defensores do governo atual e das decisões do Poder Judiciário, em especial do STF.