Vigília em Minneapolis protesta contra polícia de imigração de Trump a −20 °C
Em um cenário de frio intenso, com temperaturas chegando a −20 °C, uma vigília em Minneapolis mobilizou manifestantes contra as operações da polícia de imigração do governo Trump. Os protestos ocorrem em meio a tensões crescentes na cidade, após a morte de duas pessoas durante ações anti-imigração na região, levantando debates sobre direitos humanos e aplicação da lei federal.
Envio de Tom Homan e reuniões políticas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que Tom Homan, conhecido como o czar da fronteira de seu governo, já chegou a Minneapolis. Homan foi convocado por Trump para assumir a ofensiva migratória em Minnesota, após a segunda morte neste mês envolvendo um agente da imigração.
De acordo com o republicano, Homan irá se reunir com o governador Tim Walz e o prefeito da cidade, Jacob Frey, ainda nesta terça-feira (27). A chegada de Homan segue o recuo de Washington, que decidiu pela retirada do comandante da patrulha, Gregory Bovino, do comando da operação, em resposta às críticas sobre truculência.
Retirada de agentes e posicionamento do prefeito
Em post na rede social X, o prefeito Jacob Frey afirmou que conversou com Trump e que o presidente concordou em retirar alguns agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) da cidade. A retirada estaria marcada para começar nesta quarta-feira (28).
Frey destacou os benefícios das comunidades imigrantes para Minneapolis e pediu o fim da Operação Metro Surge. Ele afirmou: Minneapolis continuará a cooperar com as autoridades policiais estaduais e federais em investigações criminais reais, mas não participaremos de prisões inconstitucionais de nossos vizinhos nem aplicaremos a lei federal de imigração.
Ordem judicial e crise no ICE
O juiz federal-chefe de Minnesota, Patrick J. Schiltz, determinou que o chefe do ICE, Todd Lyons, compareça pessoalmente ao tribunal na sexta-feira para explicar por que não deve ser responsabilizado por desrespeito à Justiça. A decisão critica a falta de cumprimento de ordens para realizar audiências de imigrantes detidos.
Schiltz escreveu: Este tribunal foi extremamente paciente com os réus, mesmo depois de eles terem decidido enviar milhares de agentes para Minnesota para deter estrangeiros sem tomar qualquer providência para lidar com as centenas de pedidos de habeas corpus. O juiz destacou que violações continuam ocorrendo, apesar de medidas anteriores.
Contexto dos protestos e impacto social
Os protestos em Minneapolis refletem uma crise mais ampla envolvendo políticas de imigração nos Estados Unidos. A vigília, realizada em condições climáticas extremas, simboliza a resistência da comunidade contra operações consideradas abusivas. A morte de duas pessoas nas ações do ICE intensificou os apelos por transparência e reforma nas práticas de imigração.
Enquanto isso, a pressão política e judicial cresce, com republicanos e democratas se posicionando sobre o caso. A situação em Minneapolis serve como um microcosmo dos desafios nacionais em equilibrar segurança fronteiriça e direitos humanos, em um ano eleitoral marcado por debates acalorados.