Trump afirma que segurança global exige controle dos EUA sobre a Groenlândia
Trump: segurança mundial depende do controle da Groenlândia

As relações entre os Estados Unidos e a Groenlândia entraram em um novo patamar de tensão neste fim de semana, após declarações contundentes do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Em um pronunciamento que gerou reações internacionais, Trump afirmou que não pensa mais 'puramente em paz' e defendeu que a segurança do planeta só será alcançada quando os EUA controlarem o território groenlandês.

Declaração altera tom sobre paz e segurança

O líder republicano, que deve participar do Fórum Econômico Mundial em Davos na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, fez uma mudança significativa em sua retórica. Ao abandonar a perspectiva focada exclusivamente na paz, Trump colocou o controle geopolítico da Groenlândia como um pilar central para a estabilidade mundial. A declaração foi feita no último final de semana, atualizada nas plataformas de notícias às 17h27 do dia 19 de janeiro.

Segundo a visão apresentada por Trump, a enorme ilha, que é um território autônomo dinamarquês, possui uma importância estratégica que transcende suas fronteiras. Para o ex-presidente, a capacidade dos Estados Unidos de exercer influência direta sobre a região é uma condição indispensável para garantir a segurança não apenas do país, mas de todo o globo.

Contexto geopolítico e reações iminentes

Esta não é a primeira vez que a Groenlândia aparece no radar da política externa norte-americana durante a era Trump. A nova afirmação, no entanto, eleva o tom e estabelece uma diretriz mais assertiva e intervencionista. A posição ocorre em um momento de outras movimentações internacionais significativas, como o cancelamento da participação do chanceler iraniano em Davos e a expansão da cooperação em defesa entre Japão e EUA, acordo firmado em 16 de janeiro.

A tensão gerada pela declaração deve influenciar os encontros que Trump terá com líderes empresariais globais no Fórum Econômico Mundial. Especialistas em relações internacionais aguardam as reações oficiais do governo dinamarquês e da administração autônoma groenlandesa, que tradicionalmente defendem sua soberania e status especial.

Impacto na ordem internacional

A fala de Trump insere-se em um cenário global complexo, marcado por outros eventos recentes:

  • A dissolução do parlamento japonês pelo premiê Sanae Takaichi e a convocação de eleições para 8 de fevereiro.
  • A assinatura de um acordo de parceria estratégica entre China e Canadá, focando na redução de tarifas e comércio de veículos elétricos.
  • A mediação oferecida pelo presidente russo Vladimir Putin no conflito do Oriente Médio.

Ao vincular explicitamente a segurança mundial a uma ação de controle territorial, a declaração desafia princípios de soberania e autodeterminação dos povos, bases do direito internacional contemporâneo. O desdobramento desse posicionamento pode redefinir alianças e criar novos focos de disputa geopolítica no Ártico, uma região de crescente importância econômica e militar.

A situação continua a se desenvolver, e a comunidade internacional observa atentamente os próximos passos tanto da equipe de Donald Trump quanto das nações diretamente envolvidas na questão groenlandesa.