O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente que se reunirá com seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, na Casa Branca no começo do próximo mês. O anúncio foi feito através de uma rede social nesta sexta-feira (09/01/2026), após um contato telefônico entre os dois líderes.
Encontro focado no combate às drogas
Em sua publicação, Trump deixou claro qual será o tema central da agenda bilateral. O mandatário norte-americano afirmou ter "certeza" de que o resultado será positivo para ambos os países, mas fez uma ressalva direta. "É preciso impedir que a cocaína e outras drogas entrem nos EUA", escreveu ele.
A reunião entre Donald Trump e Gustavo Petro está marcada para ocorrer especificamente na primeira semana de fevereiro. O anúncio ocorre em um contexto de tensões recentes, após o líder americano ter feito ameaças ao país latino-americano, o que antecedeu a conversa telefônica que pavimentou o caminho para este encontro.
Contexto diplomático regional
O agendamento da cúpula Trump-Petro coincide com movimentos diplomáticos significativos em outra frente das relações dos EUA na América do Sul. Venezuela e Estados Unidos retomaram um contato diplomático limitado e avaliam a reabertura de suas respectivas embaixadas.
Esse processo, conduzido pelo regime da líder interina Delcy Rodríguez, busca restabelecer as missões diplomáticas quase uma semana após um ataque não especificado. Uma delegação americana já chegou a Caracas para avaliar as condições para essa reaproximação. As relações entre os dois países estão formalmente rompidas desde o ano de 2019.
O que esperar da reunião
A agenda definida por Trump sugere que a pressão sobre a Colômbia para intensificar os esforços contra o narcotráfico será um ponto não negociável. O encontro representa uma oportunidade crucial para o presidente Petro equilibrar a relação bilateral com os Estados Unidos, um parceiro histórico, com suas próprias políticas internas e visão sobre a guerra às drogas.
Enquanto isso, a movimentação paralela com a Venezuela indica uma possível reconfiguração da política externa americana para a região, que poderá ser tema de discussão entre Trump e Petro. Os desdobramentos desses dois processos diplomáticos serão observados atentamente por toda a América Latina.