O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua rede social Truth Social nesta sexta-feira (2) para afirmar que está em perfeitas condições de saúde. A declaração ocorre em meio a uma série de questionamentos públicos sobre sua capacidade cognitiva e relatos de cansaço.
Teste cognitivo e reação às críticas
Em sua publicação, Trump, de 79 anos, disse ter acertado todas as perguntas de um teste que avalia aptidão mental, conforme teriam informado médicos da Casa Branca. Segundo ele, esta seria sua terceira avaliação cognitiva, um procedimento que, em suas palavras, "nenhum outro presidente ou vice-presidente anterior se dispôs a fazer".
O republicano foi enfático ao comentar: "Nosso grande país não pode ser governado por pessoas estúpidas ou incompetentes". A reação é vista como uma resposta direta a reportagens e especulações que colocam em dúvida sua saúde física e mental.
Questões sobre a saúde do presidente
Os questionamentos ganharam força nas últimas semanas após uma série de episódios públicos:
- Trump apareceu com uma descoloração na mão esquerda, que atribuiu ao uso de aspirina.
- Em uma reunião com secretários há algumas semanas, ele aparentou cochilar, algo que também negou.
- No fim do ano passado, o presidente foi submetido a uma ressonância magnética durante uma avaliação médica, mas a Casa Branca não divulgou o propósito do exame, que não é típico em check-ups de rotina.
A falta de detalhes sobre esses procedimentos levantou dúvidas sobre se informações completas sobre a saúde do presidente estão sendo divulgadas em tempo hábil. Em julho do ano passado, Trump recebeu diagnóstico de insuficiência venosa crônica após ser examinado por um inchaço nas pernas. A condição é uma anormalidade do sistema venoso que dificulta o fluxo sanguíneo adequado nos membros inferiores.
Sensibilidade sobre a idade e anúncio político
Trump, que durante a campanha eleitoral do ano passado questionou a capacidade cognitiva do então presidente Joe Biden, demonstra sensibilidade quanto à sua própria idade. Em novembro, ele atacou pessoalmente uma repórter do New York Times nas redes sociais devido a uma reportagem que examinava como sua idade poderia estar afetando seus níveis de energia. A matéria indicava que o presidente tem diminuído o ritmo de sua agenda nos últimos meses.
Em meio a essa discussão sobre sua capacidade de governar, Trump também fez um anúncio político significativo. Ele informou a retirada da Guarda Nacional das cidades de Chicago, Portland e Los Angeles. Os destacamentos militares nessas localidades haviam sido amplamente contestados na justiça.
O anúncio, feito na mesma sexta-feira (2), reforça a postura do presidente em revisar o uso das forças de reserva militar em conflitos urbanos dentro do território norte-americano.