Trump atribui hematomas nas mãos à aspirina e nega cochilar em público
Trump culpa aspirina por hematomas e nega cochilar

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu os grandes hematomas visíveis em suas mãos ao uso diário de aspirina e negou veementemente que tenha o hábito de adormecer durante reuniões ou eventos públicos. As declarações foram dadas em uma entrevista exclusiva ao jornal Wall Street Journal, publicada nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026.

Explicações sobre a saúde e os hematomas

Questionado sobre seu estado de saúde, Trump, que atualmente tem 79 anos, foi enfático ao afirmar que ela "é perfeita". No entanto, ele se mostrou irritado com os questionamentos constantes sobre o tema, que têm se intensificado ao final do primeiro ano de seu segundo mandato na Casa Branca.

Os hematomas persistentes em sua mão direita e o inchaço nos tornozelos têm sido alvo de especulações. Para explicar as marcas roxas, o republicano citou o medicamento que toma regularmente. "Não quero que sangue espesso circule no meu coração", justificou Trump, revelando que ingere aspirina diariamente para fluidificar o sangue.

Ele admitiu ainda que costuma usar maquiagem e bandagens para disfarçar os hematomas quando sofre algum impacto. Como exemplo, contou que sua ex-procuradora-geral, Pam Bondi, certa vez atingiu o dorso de sua mão com um anel, causando um corte.

Controvérsias sobre exames e "cochilos" públicos

Outro ponto abordado na entrevista foi a confusão em torno de um exame médico realizado em outubro. Anteriormente, Trump havia dito a jornalistas que se submetera a uma ressonância magnética. Agora, ao WSJ, ele corrigiu a informação, afirmando que foi "algo menor, [...] uma tomografia" computadorizada.

Seu médico, Sean Barbabella, confirmou ao periódico que o exame foi uma tomografia, realizada com o objetivo de "descartar definitivamente qualquer problema cardiovascular".

Um dos momentos mais delicados da conversa foi sobre a acusação de que ele cochila em público, uma crítica irônica considerando que ele frequentemente chamava seu antecessor, o democrata Joe Biden, de "dorminhoco". Biden deixou a presidência aos 82 anos, sendo o presidente mais idoso da história – um recorde que Trump tem potencial para superar.

Trump rebateu as alegações com firmeza. "Eu simplesmente fecho os olhos. É muito relaxante para mim", disse. Ele argumentou que, às vezes, é fotografado no exato momento de piscar, e essas imagens são usadas para sustentar a narrativa de que estaria dormindo.

Estilo de vida e projeção de vigor

A imagem de vigor e energia é um pilar central da persona política de Donald Trump. Por isso, questões sobre sua saúde são particularmente sensíveis para sua campanha e para seus apoiadores.

Entretanto, seu estilo de vida contrasta com a ideia de um físico imbatível. É de conhecimento público que Trump raramente pratica exercícios físicos e não esconde sua preferência por refeições de fast-food.

As recentes explicações sobre os hematomas e a defesa contra as acusações de sonolência mostram um esforço do ex-presidente em controlar a narrativa sobre seu bem-estar físico, enquanto se prepara para os desafios do restante de seu mandato.