Trump ameaça ação 'muito firme' se Irã executar manifestantes
Trump ameaça Irã se executar manifestantes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma grave advertência ao governo do Irã nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026. Ele afirmou que os EUA agirão de forma "muito firme" se as autoridades iranianas prosseguirem com a execução de manifestantes presos durante os recentes protestos contra o regime.

Ameaça direta e linha vermelha ultrapassada

Questionado por um jornalista da rede CBS sobre relatos de enforcamentos marcados para quarta-feira, Trump foi enfático. "Agiremos de maneira muito firme se fizerem algo assim", declarou o mandatário republicano. Ele ainda acrescentou, referindo-se à já violenta repressão: "Quando começam a matar milhares de pessoas… e agora o senhor está me falando de enforcamentos. Vamos ver como eles se saem com isso".

Trump lembrou que já havia estabelecido a morte de manifestantes como uma linha vermelha para intervenção, limite que, segundo ele, já foi cruzado sem uma reação adequada até o momento.

Repressão violenta e temor de execuções sumárias

O alerta do presidente americano ocorre em um contexto de extrema violência e crescente preocupação internacional. A organização não governamental Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, divulgou um balanço alarmante nesta terça-feira. Segundo a ONG, pelo menos 734 pessoas morreram devido à ação das forças de segurança iranianas contra os protestos, mas o número real de vítimas pode chegar a milhares.

Além das mortes, aumenta o temor de que o regime utilize a pena capital como ferramenta de intimidação. A Anistia Internacional manifestou preocupação com o risco de julgamentos sumários e execuções arbitrárias para tentar esmagar e dissuadir qualquer forma de dissidência no país.

Caso específico gera alerta máximo

A IHR destacou um caso que simboliza este perigo iminente: o de Erfan Soltani, de 26 anos. Ele foi preso na semana passada em Karaj, uma cidade-satélite de Teerã. De acordo com uma fonte familiar citada pela organização, Soltani já foi condenado à morte e sua execução por enforcamento pode ser realizada já nesta quarta-feira, 14 de janeiro.

Este caso específico parece ter acendido o alerta da comunidade internacional e motivado a declaração contundente de Donald Trump. A possibilidade de uma execução iminente coloca uma pressão adicional sobre os governos ocidentais para que tomem uma posição mais definida contra as ações do regime iraniano.

Consequências de uma crise em escalada

A postura ameaçadora de Trump coloca um novo elemento de tensão nas já conturbadas relações entre Washington e Teerã. A declaração estabelece uma nova linha de confronto direto sobre a questão dos direitos humanos e da repressão interna no Irã. Embora não tenha detalhado que tipo de ação "muito firme" os Estados Unidos adotariam, a mensagem é clara: execuções de manifestantes podem desencadear uma resposta significativa.

A comunidade internacional observa com apreensão os próximos passos. O destino de Erfan Soltani e de outros detidos pode ser o estopim para uma nova fase desta crise, que já deixou um rastro de centenas de mortos e levou o tema dos protestos no Irã novamente ao centro da política global.