Trump age com moderação em crise de Minneapolis, afasta policial e busca acalmar tensões
Trump afasta policial e busca acalmar tensões em Minneapolis

Trump busca desescalar crise em Minneapolis com afastamento de policial e diálogo

Em um movimento surpreendente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está adotando uma postura de cabeça fria diante dos recentes confrontos em Minneapolis, buscando acalmar as tensões relacionadas à política de imigração. Ao contrário das expectativas de muitos críticos, Trump tem usado uma retórica mais moderada, incluindo a palavra desescalar, e tomado medidas concretas para reduzir o clima de confronto na cidade.

Afastamento de figuras radicais e diálogo com autoridades

Uma das ações mais significativas foi o afastamento de Gregory Bovino, uma figura conhecida por seu temperamento explosivo e estética autoritária, do posto de comandante plenipotenciário nas operações em Minneapolis. Bovino, que frequentemente encenava agressividade em vez de um cumprimento imparcial da lei, deixou a cena como parte da estratégia de Trump para baixar a temperatura dos eventos.

Além disso, o presidente tem mantido contato com autoridades locais, como o governador Tim Waltz e o prefeito Jacob Frey, em um esforço para evitar provocações que possam piorar a situação. Há especulações de que até a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, conhecida por declarações inflamadas e apelidada de Barbie do ICE, possa perder seu cargo, indicando uma revisão interna no governo.

Contexto dos confrontos e responsabilidades

Os confrontos em Minneapolis eclodiram após a morte de dois manifestantes, Renee Good e Alex Pretti, durante operações do ICE (Imigração e Alfândega). Good desobedeceu ordens ao tentar impedir veículos do ICE com seu SUV, enquanto Pretti compareceu armado a uma situação de confronto. Ambos os lados cometeram erros, mas, como destacam analistas, os agentes da lei, com armas maiores, carregam uma responsabilidade equivalente.

Cada morte nessas circunstâncias representa uma derrota política, prejudicando não apenas os envolvidos, mas toda a instituição. O uso excessivo de força e práticas como agentes com rostos cobertos em operações de rua, contrárias à tradição americana, têm gerado repúdio público e comprometido a imagem do governo.

Mudança na opinião pública e ajustes na política

Segundo pesquisas recentes, 53% dos americanos desaprovam a política de imigração de Trump, contra apenas 39% que aprovam, uma inversão significativa em relação aos resultados iniciais. Até aliados, como o apresentador Sean Hannity, criticaram ações como batidas em estacionamentos de lojas, argumentando que imigrantes que trabalham não são o problema imediato.

Trump, no entanto, não está recuando em sua agenda de deportar imigrantes ilegais. Ele enviou Tom Homan, o czar da fronteira, para substituir Bovino, um veterano que também trabalhou sob o governo Obama. A prioridade é evitar que a políca perca o controle e faça o jogo de provocadores, mantendo o foco na aplicação da lei sem excessos.

Reações e perspectivas futuras

O Wall Street Journal publicou um editorial alertando que as mortes em Minneapolis poderiam se tornar um debacle moral e político para o governo Trump. Em resposta, o presidente tem evitado defender declarações radicais, como as de Kristi Noem, que chamou manifestantes de terroristas domésticos, e rejeitou termos como assassino para descrever Pretti.

Excepcionalmente, Melania Trump também se manifestou, pedindo união e protestos pacíficos, e elogiando os esforços do marido. Se Trump conseguirá efetivamente baixar a temperatura depende de como lidará com elementos radicais de ambos os lados, mas sua postura atual mostra um equilíbrio inesperado, focando em autopreservação política e resposta às demandas públicas por moderação.