Reservas de petróleo da Venezuela valem US$ 18,4 trilhões e atraem intervenção dos EUA
Petróleo venezuelano vale trilhões e atrai intervenção dos EUA

O imenso valor das reservas petrolíferas da Venezuela, estimado em cerca de US$ 18,4 trilhões, está no centro da intervenção militar realizada pelos Estados Unidos no país no último sábado, 3 de janeiro de 2026. A ação, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, foi justificada abertamente pelo governo americano como uma movimentação estratégica para o setor energético.

O cálculo da fortuna subterrânea venezuelana

O valor astronômico foi calculado com base nos dados mais recentes do mercado. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, totalizando aproximadamente 303 bilhões de barris. Multiplicando esse volume pela cotação do petróleo Brent com vencimento em março de 2026, que fechou a última sexta-feira, 2 de janeiro, a US$ 60,75 por barril, chega-se à cifra de 18,4 trilhões de dólares.

Especialistas do setor energético ressaltam que, embora o preço do barril tenha variação diária, o montante das reservas venezuelanas se manterá na casa dos trilhões de dólares, consolidando o país como um dos ativos geopolíticos mais valiosos e cobiçados do planeta.

Discurso de Trump deixa claro o foco no petróleo

Em uma coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi direto ao ponto. Ele mencionou a palavra "petróleo" 15 vezes durante seu pronunciamento, enquanto a palavra "democracia", comumente usada para justificar operações internacionais, não foi pronunciada nenhuma vez.

"A nossa presença na Venezuela tem tudo a ver com o petróleo", afirmou Trump. "Acho que nós teremos muita riqueza saindo daquele solo e essa riqueza vai ajudar os Estados Unidos na forma de reembolso pelos danos causados ao nosso país".

O presidente americano ainda detalhou os planos para o setor, declarando que as petrolíferas americanas vão entrar no mercado venezuelano, investir bilhões de dólares, reparar a infraestrutura decadente e começar a gerar lucro.

Venezuela: epicentro da disputa EUA-China

A intervenção americana acirra ainda mais a disputa geoeconômica entre Washington e Pequim. Atualmente, cerca de 80% do petróleo exportado pela Venezuela tem a China como destino, um acordo que fortaleceu os laços entre Caracas e Pequim nos últimos anos.

A mudança no controle político e, consequentemente, no direcionamento das exportações de petróleo, pode reconfigurar completamente o mercado global de energia e o equilíbrio de poder entre as duas maiores potências mundiais.

O futuro político do país segue incerto. Apesar da captura de Maduro, não houve uma invasão terrestre em larga escala até o momento. Além disso, a ordem da Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela, dada no sábado, 3, determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina, mantendo formalmente a estrutura do regime chavista no poder.

A declaração de Trump sobre a necessidade de os Estados Unidos "governarem a Venezuela" indica que a instabilidade e as tensões devem permanecer altas, com o pano de fundo sendo a disputa por uma das maiores riquezas naturais do século XXI.