Papa Leão XIV defende soberania da Venezuela após captura de Maduro
Papa pede paz e soberania da Venezuela após ação dos EUA

O Papa Leão XIV fez um apelo urgente pela paz e pela soberania da Venezuela neste domingo, 4 de janeiro de 2026. A declaração ocorreu um dia após uma operação militar conduzida pelo governo dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, resultar na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em território venezuelano.

Apelo pela paz e soberania

Durante a tradicional oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, o primeiro pontífice norte-americano da história afirmou acompanhar os eventos no país sul-americano com "o coração cheio de preocupação". Leão XIV foi enfático ao defender que a Venezuela deve permanecer uma nação independente e soberana.

O líder da Igreja Católica declarou que o bem-estar da população venezuelana precisa estar acima de qualquer outro interesse. "O bem-estar do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações", afirmou ele, pedindo que essa prioridade leve à "superação da violência" e ao início de um caminho que garanta justiça e paz.

Respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito

Além do apelo pelo fim das hostilidades, o Papa, cujo nome de batismo é Robert Prevost, exigiu o respeito integral aos direitos humanos e civis de todos os cidadãos venezuelanos. Ele destacou a necessidade de assegurar "o Estado de Direito consagrado na Constituição" do país.

Leão XIV também enfatizou a importância da cooperação internacional para a construção de um futuro estável e harmonioso para a Venezuela. Em seu discurso, demonstrou especial preocupação com a situação dos mais pobres, que são os mais afetados pela grave crise econômica que assola o país há anos.

Chamado à oração e posicionamento anterior

O pontífice concluiu seu apelo convocando os fiéis à oração. "Por isso eu oro e convido vocês a orarem", disse, confiando as preces à intercessão de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, e dos primeiros santos venezuelanos, José Gregório Hernández e Irmã Carmen Rendiles.

Esta não é a primeira vez que o Papa se pronuncia sobre a crise venezuelana. No início de dezembro de 2025, o líder católico já havia feito um apelo público para que os Estados Unidos priorizassem o diálogo diplomático com o governo de Caracas, posicionando-se claramente contra qualquer ação militar ou que envolvesse o uso da força no país.

A captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas representa um evento sem precedentes nas relações internacionais recentes da América Latina, gerando reações globais e colocando o foco novamente na instabilidade política e humanitária venezuelana.