Instituto Nobel confirma vazamento ilegal da vitória de María Corina Machado no Nobel da Paz 2025
O Instituto Nobel confirmou nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, que a vitória da líder opositora venezuelana María Corina Machado no Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi divulgada de maneira ilegal antes do anúncio oficial. A revelação ocorre após investigações internas que identificaram vulnerabilidades nos sistemas da instituição.
Probabilidades de apostas disparam horas antes do anúncio
Curiosamente, nenhum especialista ou meio de comunicação havia mencionado Machado como uma das favoritas ao prêmio. No entanto, na madrugada de 9 para 10 de outubro de 2025, as probabilidades de vitória da venezuelana dispararam de 3,75% para aproximadamente 73% na plataforma de apostas Polymarket. Esse movimento súbito e anômalo levantou suspeitas sobre um possível vazamento de informações confidenciais.
Investigações apontam para origem desconhecida do vazamento
Em declaração à agência de notícias AFP, o porta-voz do Instituto Nobel, Erik Aasheim, afirmou: "Pode-se afirmar com certeza que alguns atores conseguiram obter ilegalmente informações sobre a decisão". Ele acrescentou que as investigações não permitiram estabelecer como a informação foi obtida, nem a identidade da pessoa ou entidade responsável.
O diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, em entrevista ao jornal Verdens Gang, sugeriu que "não é absurdo considerar a possibilidade de um agente estatal" por trás do vazamento. O Instituto informou ter identificado vulnerabilidades em seu sistema informático e que já realizou as correções necessárias para evitar futuros incidentes.
Contexto político da laureada venezuelana
María Corina Machado foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz 2025 por sua luta pela democracia na Venezuela. Ela lidera a oposição desde 2023, quando venceu as primárias para disputar as eleições presidenciais de julho de 2024 contra Nicolás Maduro. No entanto, sua candidatura foi barrada por uma manobra do regime, e ela endossou o diplomata Edmundo González Urrutia para representar a oposição.
Após acusações de fraude, Maduro declarou-se reeleito e tomou posse para um novo mandato de seis anos em janeiro de 2025. Desde então, Machado passou a viver escondida na Venezuela, enquanto González fugiu para o exílio em Madri. Em novembro de 2025, Machado deixou o país para comparecer à cerimônia de entrega do Nobel em Oslo e não retornou.
Polêmica recente envolvendo o prêmio
Recentemente, María Corina Machado envolveu-se em uma nova controvérsia ao entregar sua medalha do Nobel ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Comitê Norueguês do Nobel lembrou que a honraria é "indissociável" da pessoa a quem foi concedida, mas destacou que, por questão de princípios, não comenta sobre ações dos laureados após o recebimento do prêmio.
O caso do vazamento ilegal continua sob análise, com o Instituto Nobel reforçando a segurança de seus processos para preservar a integridade de uma das premiações mais prestigiadas do mundo.