Ataque dos EUA à Venezuela: mortos sobem para 80 e países condenam ação
Mortos na Venezuela sobem para 80 após ataque dos EUA

O número de mortos no ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela no último sábado, 3 de janeiro de 2026, aumentou significativamente. De acordo com uma reportagem do jornal The New York Times publicada no domingo, 4, o balanço subiu de 40 para 80 vítimas fatais.

Detalhes do Ataque e Reivindicação Americana

A informação sobre o novo número de mortos foi fornecida ao periódico norte-americano por fontes ligadas ao regime chavista, que preferiram permanecer anônimas. Oficialmente, o governo venezuelano ainda mantém a cifra de 40 mortos. No entanto, um alto funcionário do país alertou que a contagem pode subir ainda mais nos próximos dias.

A operação militar, executada na madrugada de sábado, resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Em uma coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou a ação e fez declarações contundentes. Trump afirmou que os EUA "devem governar a Venezuela" e anunciou que o mercado petrolífero do país será aberto para empresas americanas.

O interesse econômico é claro: conforme apontado, as reservas de petróleo da Venezuela são estimadas em até US$ 18,4 trilhões, um valor estratosférico que atrai a atenção global.

Reação Internacional e Nota Conjunta de Rechaço

A ação unilateral dos Estados Unidos foi veementemente rejeitada por vários países. Neste domingo, 4, os governos do Brasil, Espanha, México, Chile, Colômbia e Uruguai emitiram uma nota conjunta expressando "profunda preocupação e rechaço".

No documento, as nações signatárias argumentam que as medidas americanas violam princípios fundamentais do direito internacional. Eles citam especificamente a proibição do uso e da ameaça do uso da força, além do respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, pilares consagrados na Carta das Nações Unidas.

A nota alerta para o perigo do precedente criado: "Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil".

Defesa de Solução Pacífica e Soberana

Os seis países reiteraram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos. O caminho apontado é o do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano, sem qualquer tipo de ingerência externa e em conformidade com o direito internacional.

"Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana", finaliza a nota conjunta, deixando clara a posição contrária à intervenção militar.

O episódio marca uma grave escalada na crise venezuelana e coloca a comunidade internacional diante de um desafio complexo, que envolve soberania, direito internacional e grandes interesses econômicos, principalmente no setor energético.