Lula conversa com Delcy Rodríguez após sequestro de Maduro e intervenção dos EUA
Lula fala com interina da Venezuela após captura de Maduro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve um diálogo telefônico, na manhã de sábado, dia 3 de janeiro de 2026, com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez. A conversa ocorreu em um momento de extrema tensão, logo após uma intervenção militar norte-americana em Caracas que resultou na captura e remoção forçada do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cília Flores.

Intervenção militar e mudança de poder

Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, a ligação entre Lula e Rodríguez tratou da situação política do país vizinho naquele momento crítico, sem que mais detalhes tenham sido revelados. O fato é que, desde o dia 4 de janeiro, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram oficialmente Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.

Em uma carta pública endereçada ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a nova líder interina classificou como prioridade estabelecer um relacionamento "equilibrado e respeitoso" com a nação norte-americana. Ela defendeu que esse vínculo deve se basear na igualdade e na não ingerência.

Interesses dos EUA e prisão em Nova York

Do lado de Donald Trump, no entanto, houve indicações claras de que os Estados Unidos pretendem exigir que seus interesses sejam atendidos pelo governo interino. Trump já havia deixado claro seu objetivo de controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.

Enquanto isso, Nicolás Maduro e Cília Flores, sequestrados em Caracas e transportados para os Estados Unidos, passaram por uma audiência de custódia no Tribunal Federal de Nova York. O casal foi formalmente notificado sobre as acusações que pesam contra eles e atualmente estão detidos em um presídio federal no bairro do Brooklyn.

Acusações e defesa

As acusações apresentadas pelo governo norte-americano são graves, mas, conforme o texto, não trazem provas concretas. Maduro e sua esposa são acusados de:

  • Comandar um governo corrupto e sem legitimidade.
  • Promover o narcoterrorismo.
  • Conspiração para importar cocaína.
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
  • Conspiração para posse desses armamentos e explosivos.

Durante a audiência em Nova York, Nicolás Maduro declarou-se inocente de todas as acusações e reafirmou que ainda é o presidente legítimo da Venezuela. A primeira-dama Cília Flores também se declarou inocente perante o tribunal.

O episódio marca um dos capítulos mais dramáticos na política internacional recente, envolvendo uma intervenção militar direta, uma mudança forçada de governo e a detenção de um chefe de estado estrangeiro em solo americano, com repercussões diplomáticas que envolvem diretamente o Brasil.