Em uma declaração que reforça os laços geopolíticos em um momento de tensões globais, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, utilizou sua tradicional mensagem de fim de ano para exaltar a aliança com a Rússia. A comunicação, divulgada no dia 1º de janeiro de 2026, destacou o caráter invencível da parceria entre os dois países.
Elogio às tropas em solo estrangeiro
Um dos pontos centrais do discurso foi o reconhecimento público aos soldados norte-coreanos que atuam fora de suas fronteiras. Kim Jong-un fez questão de elogiar as tropas que, segundo ele, estão engajadas em uma defesa heroica da honra nacional em terras estrangeiras.
Embora não tenha citado nominalmente a Ucrânia, a referência a combates em solo estrangeiro e o incentivo direto ao apoio ao povo russo deixam clara a conexão com o conflito em andamento na Europa Oriental. O líder incentivou explicitamente que seus soldados continuem apoiando a Rússia e sua população.
Contexto internacional e reações
A mensagem ocorre em um momento de endurecimento da postura russa nas negociações com a Ucrânia, conforme noticiado em 30 de dezembro de 2025. O governo de Moscou acusou Kiev de tentar colapsar o processo para um acordo de paz.
Esta não é a primeira demonstração pública de aproximação entre Pyongyang e Moscou, mas o tom utilizado na mensagem de Ano Novo é particularmente enfático. Analistas internacionais observam que a aliança entre Coreia do Norte e Rússia tem se intensificado em diversos campos, incluindo o militar e o diplomático, formando um eixo de resistência às pressões ocidentais.
Outros destaques da conjuntura global
O cenário geopolítico segue complexo, com outros eventos relevantes ocorrendo simultaneamente:
- A China realizou treinamentos de guerra real simulando o cerco a Taiwan.
- Os Estados Unidos anunciaram o reforço da presença militar perto da Venezuela.
- O presidente russo, Vladimir Putin, sinalizou a possibilidade de troca de territórios em acordos futuros.
A mensagem de Kim Jong-un, portanto, insere-se em um quadro mais amplo de rearranjos e afirmações de força no tabuleiro internacional, marcando o início de 2026 com um claro posicionamento de Pyongyang ao lado de Moscou.