Um dos principais jornais dos Estados Unidos publicou uma análise contundente sobre a mudança no equilíbrio de poder global. De acordo com o The New York Times, a era em que os Estados Unidos exerciam uma dominação unipolar sobre o mundo chegou ao fim, dando lugar a uma nova ordem internacional em formação.
O fim da supremacia unipolar americana
Em uma matéria publicada em 12 de janeiro de 2026, o prestigiado diário norte-americano argumenta que, embora os Estados Unidos mantenham um poderio militar e econômico formidável, seus dias de hegemonia incontestável já se foram. A administração de Donald Trump é apontada como um marco nesse processo, especialmente por sua política de imposição de imensas tarifas sobre produtos importados.
O jornal classifica essa ação como um "golpe severo de uma abordagem unilateral extrema" que tentou atacar os próprios fundamentos da globalização. No entanto, o texto ressalta que, apesar das guerras comerciais e da retórica sobre um novo modelo global, a resposta de outras nações foi na direção oposta.
O Sul Global avança na integração comercial
Enquanto Washington adotava uma postura protecionista, outros países, em especial os do chamado Sul Global, não apenas mantiveram como aprofundaram seus laços de integração econômica. O artigo do NYT cita exemplos concretos dessa tendência.
A China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) fortaleceram seus acordos de livre-comércio já existentes. Paralelamente, o Mercosul, bloco econômico da América Latina, celebrou um acordo comercial de grande relevância com a União Europeia, demonstrando a busca por parcerias alternativas e diversificadas.
Um futuro multipolar e pragmático
A nova ordem mundial que se desenha, segundo a publicação, será "menos centralizada e mais auto-organizada", guiada mais pelo pragmatismo do que por ideologias rígidas. Nesse cenário, fóruns multilaterais ganham nova importância.
O artigo sugere que grupos como o G20 e os BRICS poderão se transformar em órgãos coordenadores para a gestão de crises em escala planetária. A ideia é que eles atuem de forma complementar a uma Organização das Nações Unidas (ONU) reformada, em um sistema que reflita a distribuição de poder mais difusa do século XXI.
A conclusão do The New York Times é direta: "À medida que o domínio global da América se desvanece, um novo mundo está tomando forma, queira Washington ou não". A análise, reproduzida por veículos como a Sputnik Brasil, sinaliza um debate que deve definir as relações internacionais nas próximas décadas.