Ataque dos EUA na Venezuela: Maduro capturado e Trump anuncia controle interino
EUA atacam Venezuela e capturam Maduro, diz Trump

Um ataque militar em grande escala realizado pelos Estados Unidos na Venezuela neste sábado, 3, resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, conforme anunciado pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. O evento, que incluiu aeronaves voando em baixa altitude durante explosões em Caracas, marca uma escalada dramática na crise política e econômica do país sul-americano.

Reação brasileira e situação dos venezuelanos

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, do Republicanos, manifestou-se sobre o caso através de redes sociais. Ele afirmou que está acompanhando a situação e expressou tristeza ao ver venezuelanos vivendo como andarilhos pelas ruas de Palmas e em outras cidades brasileiras. "Que a democracia e a esperança voltem à Venezuela", desejou o governador.

Em outra publicação, Barbosa disse torcer para que "nossos irmãos sul-americanos encontrem o caminho da paz e da prosperidade". Suas declarações refletem a preocupação de estados brasileiros que recebem imigrantes venezuelanos fugindo da crise em seu país de origem.

Declarações e ações de Donald Trump

Donald Trump foi enfático ao anunciar que os Estados Unidos vão "administrar" a Venezuela de forma interina. Ele também declarou a entrada de petroleiras norte-americanas em solo venezuelano e a ampliação do "domínio americano no Hemisfério Ocidental", em uma clara referência à Doutrina Monroe.

Como prova da captura, Trump divulgou uma imagem que mostra Nicolás Maduro vendado, usando óculos e moletom, aparentemente algemado, a bordo do navio USS Iwo Jima. A foto rapidamente se espalhou pelas redes sociais e virou centro das discussões sobre a legitimidade da ação militar.

Repercussão imediata e cenário de poder

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, reagiu imediatamente, afirmando que a Venezuela vai se defender dos EUA e declarando: "nunca seremos colônia de outro país". Do lado da oposição, a líder María Corina Machado pediu que um oposicionista assuma o poder imediatamente, proclamando: "Chegou a hora da liberdade".

No Brasil, o ex-presidente Lula classificou o ataque dos Estados Unidos à Venezuela como "inaceitável" e alertou para um "precedente perigoso" na política internacional. A ação norte-americana reacendeu debates sobre soberania, intervenção estrangeira e os interesses geopolíticos envolvendo as vastas reservas de petróleo venezuelanas, que Trump explicitamente mencionou querer controlar.

O cenário permanece em fluxo, com expectativa por novas informações sobre a estabilidade institucional da Venezuela e as reações da comunidade internacional a essa intervenção militar sem precedentes recentes na América do Sul.