Relatório Aponta 1,2 Milhão de Baixas Russas na Ucrânia, Maior Número Desde a Segunda Guerra
Baixas Russas na Ucrânia São Maiores Desde Segunda Guerra

Relatório do CSIS Revela Dimensão das Perdas Russas no Conflito Ucraniano

Um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) na quarta-feira, 27 de janeiro de 2026, trouxe dados alarmantes sobre o custo humano da guerra na Ucrânia. De acordo com o documento, aproximadamente 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou estão desaparecidos desde o início da invasão, em fevereiro de 2022. Este número representa o maior volume de baixas militares sofridas por uma grande potência em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945.

Comparações Históricas e Impacto Estratégico

O relatório do CSIS coloca as perdas russas em perspectiva histórica, destacando que elas superam significativamente as baixas de outros conflitos importantes. Por exemplo:

  • Os Estados Unidos registraram 54.487 mortes na Guerra da Coreia (1950-1953).
  • Na Guerra do Vietnã (1955-1975), foram 47.434 baixas americanas.
  • Conflitos mais recentes, como as operações no Afeganistão e no Iraque, tiveram perdas na casa dos milhares.

Em contrapartida, o estudo estima que as forças ucranianas sofreram entre 500 e 600 mil baixas no mesmo período. O documento alerta que, no ritmo atual, as perdas combinadas de Rússia e Ucrânia podem atingir a marca de 2 milhões até a primavera de 2026, evidenciando a intensidade e a duração do conflito.

Ganhos Territoriais Limitados e Desgaste Militar

Apesar do elevado custo humano, o relatório do CSIS questiona a eficácia estratégica da ofensiva russa. As tropas de Moscou conquistaram cerca de 75.000 quilômetros quadrados desde o início da invasão, o que corresponde a aproximadamente 12% do território ucraniano. Atualmente, a Rússia controla uma área de 120.000 quilômetros quadrados, equivalente a 20% da Ucrânia ou ao tamanho do estado americano da Pensilvânia.

Esses ganhos são considerados aquém das expectativas iniciais do governo de Vladimir Putin, que visava uma conquista militar mais ampla e rápida. O documento atribui esse cenário à estratégia de defesa em profundidade adotada por Kiev, que inclui trincheiras, obstáculos antitanque, campos minados, além do uso intensivo de drones e artilharia. Essa tática tem dificultado avanços significativos das forças russas, resultando em um conflito desgastante e de progresso lento.

Contexto Atual e Repercussões

Enquanto o relatório é divulgado, a violência no terreno continua. Nesta terça-feira, 28 de janeiro, um ataque de drone russo a um trem civil no nordeste da Ucrânia resultou na morte de pelo menos cinco pessoas, conforme relatado pelo presidente Volodymyr Zelensky, que classificou o incidente como um ato de terrorismo. Testemunhas descreveram cenas de grande destruição, com partes de corpos espalhadas nos destroços, o que complicou a identificação imediata do número total de vítimas.

O CSIS enfatiza que, embora a Rússia alegue avanços no campo de batalha, os dados indicam que o país está pagando um preço extraordinário por ganhos mínimos. O estudo conclui que essa situação contribui para um declínio no status da Rússia como grande potência global, levantando questões sobre o futuro do conflito e suas implicações para a segurança internacional.